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Operação Lex: Medidas de coação para Rangel e Galante conhecidas na quarta-feira

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O advogado de Rui Rangel adiantou aos jornalistas que o Ministério Público apresentou a sua proposta das medidas, que os advogados vão responder na segunda-feira

As medidas de coação dos juízes-desembargadores Rui Rangel e Fátima Galante, arguidos na Operação Lex, vão ser conhecidas na quarta-feira à tarde, disse hoje o advogado do magistrado, João Nabais.

O advogado de Rui Rangel adiantou aos jornalistas que o Ministério Público apresentou a sua proposta das medidas, que os advogados vão responder na segunda-feira.

A proposta do Ministério Público não foi divulgada. Segundo a lei os juízes-desembargadores só podem ser detidos preventivamente depois de designada a data para o seu julgamento. E quando a acusação esteja praticamente concluída.

Rui Rangel é suspeito de corrupção e tráfico de influência e é um dos 13 arguidos da Operação Lex. Além dos dois magistrados, também são suspeitos o presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, o seu vice Fernando Tavares, bem como três advogados e um oficial de justiça do Tribunal da Relação de Lisboa.

Depois das primeiras inquirições no Supremo da semana passada, os cinco suspeitos (que tinham sido detidos preventivamente) acabaram por ser libertados no sábado, um deles com uma coima de 25 mil euros.

No dia a 30 de janeiro, foram realizadas 33 buscas policiais. O estádio da Luz, vários escritórios de advogados e as casas de Rangel e Luís Filipe Vieira foram alvo da operação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.