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Maria de Lurdes Rodrigues eleita reitora do ISCTE

FOTO TIAGO MIRANDA

Ex-ministra será a primeira mulher a dirigir o ISCTE

Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação no primeiro Governo de José Sócrates, vai ser a próxima reitora do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. A votação do conselho geral, órgão a quem compete eleger o dirigente máximo da instituição, decorreu esta sexta-feira, com Maria de Lurdes Rodrigues a receber a maioria dos votos: 22 em 33 possíveis.

Quanto aos restantes três candidatos, Nuno Guimarães, atualmente vice-reitor com o pelouro da internacionalização, foi o que mais se aproximou, ainda que tenha recebido apenas 10 votos. Gustavo Cardoso, professor catedrático de ciências da comunicação, e o jornalista e académico brasileiro Cláudio Starec eram os outros candidatos.

Maria de Lurdes Rodrigues é professora associada com agregação e leciona na Escola de Sociologia e Políticas Públicas do ISCTE. Irá suceder a Luís Reto no cargo de reitor.

Apesar da votação expressiva, a ex-ministra esteve envolvida recentemente numa polémica em torno do seu processo de avaliação. O não preenchimento da plataforma de informação do próprio instituto, e que serve de base à avaliação de todos os docentes, levou a que recebesse a classificação de "inadequado" relativa ao período 2014-16. Foi uma das seis notas negativas atribuídas pelo conselho responsável pela avaliação de desempenho.

A ex-ministra criticou por diversas vezes o esforço e dispêndio de tempo a que aquela plataforma de avaliação obrigava e lembrou que a sua atividade de ensino e investigação científica eram conhecidas de todos e estavam publicadas noutras plataformas. Mas outras circunstâncias pessoais ditaram a decisão, explicou então ao Expresso:

"Não preenchi a plataforma por problemas de saúde incapacitantes de que os responsáveis da instituição não quiseram tomar conhecimento", esclareceu. Seguiram-se pedidos de avaliação qualitativa e análise das razões que motivaram a não inserção dos dados, mas não foram acolhidas pelos órgãos do instituto, relatou.

A ex-ministra defendeu que a avaliação não pode transformar-se num processo burocrático e administrativo e que o papel do conselho científico não deve resumir-se apenas à "validação de resultados", saídos da inserção de dados numa plataforma.