Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Abandono escolar atinge o valor mais baixo de sempre

Rui Duarte Silva

A percentagem de jovens portugueses entre os 18 e os 24 anos que não conclui o 12.º nem está a estudar caiu para os 12,6%

Depois do solavanco em 2016, com a inesperada subida dos números do abandono escolar, Portugal volta a registar progressos na frequência do ensino secundário. De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a percentagem de jovens entre os 18 e os 24 anos que não concluiu o 12º ano nem está a estudar caiu para os 12,6% ano passado. Em 2016, o valor era de 14%, mais 0,3 pontos percentuais do que em 2015.

Apesar de partir com grande atraso em relação à maioria dos países europeus, a evolução é enorme. Basta ver que no princípio do século, a taxa de abandono escolar precoce em Portugal estava nos 43,5%, um valor sem paralelo na União Europeia. Em 2002, a situação ainda tinha piorado mais, com o valor a chegar aos 45%

De então para cá, o indicador foi sempre melhorando (com a tal exceção de 2016) e a meta europeia de reduzir para os 10% até 2020 é agora um cenário perfeitamente atingível.

Os últimos dados do Eurostat para o conjunto dos países da União Europeia ainda dizem respeito a 2016, mas é seguro dizer que Espanha, Malta e Roménia deverão manter-se como os Estados-membro com maior abandono escolar precoce. Bulgária e Itália apresentam números semelhantes ao de Portugal.

Em comunicado, o Ministério da Educação felicita "os jovens, mas também as escolas – os seus professores e funcionários – e as comunidades que contribuem para que o número de alunos a prosseguir estudos e a concluir níveis de ensino seja cada vez mais elevado". Sendo "motivo de satisfação para todos", a tutela reconhece, no entanto a necessidade continuar a tomar medidas que conduzam à "erradicação do abandono escolar, ainda por atingir e que deve por isso permanecer enquanto objetivo central das políticas públicas de educação".