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Sociedade

Contratação de serviços médicos existe há dez anos

Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo sublinha que o recurso pontual a médicos indiferenciados é comum e vai garantir uma resposta a quem precisa. “Seria inadmissível deixar que as 525 mil pessoas que não têm médico de família ficassem sem cuidados médicos ao nível dos centros de saúde", afirma Luís Pisco

A polémica sobre a contratação de médicos sem a especialidade em medicina geral e familiar para unidades de cuidados primários na região de Lisboa não tem justificação. A afirmação é feita pela própria Administração Regional de Saúde (ARSLVT) em comunicado enviado ao final do dia desta quarta-feira.

"O recurso à contratação de serviços médicos é algo que acontece há pelo menos 10 anos, considerando a necessidade de dar resposta a situações pontuais de procura de cuidados médicos. Esta tem sido a solução encontrada ao longo do tempo para garantir que os utentes não fiquem sem cuidados médicos nos centros de saúde onde estão inscritas." Na missiva é ainda explicado do que "os clínicos contratados em prestação de serviços, quer através de empresas, quer diretamente, não substituem médicos de família".

Na prática, aos clínicos sem especialização "não lhes são atribuídas listas de utentes porque são contratados para realizar consultas de recurso, consultas a utentes sem médico ou integrar as equipas médicas quando os horários dos centros de saúde são prolongados em função de planos de contingência, como foi o caso recente da gripe, por exemplo". Ainda assim, são médicos necessários. “Seria inadmissível deixar que as 525 mil pessoas que não têm médico de família ficassem sem cuidados médicos ao nível dos centros de saúde e por isso estamos adotar o procedimento habitual", afirma Luís Pisco, presidente da ARSLVT.