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Operação Fizz: Carlos Silva desmente Orlando Figueira

lusa

Banqueiro angolano emitiu comunicado desmentindo as declarações do antigo procurador Orlando Figueira, que está a ser julgado no âmbito da operação Fizz. "Nunca lhe fiz qualquer convite de trabalho"

O banqueiro angolano Carlos Silva emitiu esta segunda-feira um comunicado desmentindo declarações de Orlando Figueira, antigo procurador, que está a ser julgado por suspeitas de ter sido corrompido por Manuel Vicente, antigo vice-presidente de Angola.

Orlando Figueira, nas declarações que foi fazendo em tribunal ao longo da última semana, insistiu que quem o contratou para trabalhar em Angola foi Carlos Silva, banqueiro angolano, através do advogado Proença de Carvalho e não Manuel Vicente, como sustenta a acusação.

Carlos Silva vem agora dizer que nunca lhe fez qualquer convite de trabalho

Eis a resposta de Carlos Silva, hoje conhecida, na íntegra:

"Tenho lido pela comunicação social portuguesa passagens de afirmações do ex-procurador Orlando Figueira em Tribunal, em que me são imputados atos que não pratiquei.

Esta tentativa recente e oportunista de adulterar a realidade, assenta em insinuações falsas.

Fui ouvido na fase de inquérito, na qualidade de testemunha e tive ocasião de responder a todas as questões formuladas pelo Ministério Público, com todo o detalhe e rigor, designadamente quanto às circunstâncias em que conheci e em que contactei com o referido senhor.

Quero reiterar que, para além do que relatei no meu depoimento, não tive nenhum outro contacto, pessoal, telefónico ou por outra via com este senhor, nem muito menos lhe fiz qualquer convite de trabalho.

O grau de fantasia dessa estória vai ao ponto de inventar um suposto encontro num hotel no centro de Luanda, no qual me descreve como envergando uma indumentária que, quem me conhece, sabe que jamais utilizaria num local deste tipo.

Embora sejam evidentes os motivos que levam o ex-procurador a enveredar nesta fase por esta estratégia, não posso deixar, desde já, de vir publicamente repor a verdade.
Luanda, 29 de Janeiro de 2018
Carlos Silva"