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Morreu o fundador do IKEA

PETER KRUGER/TT/REUTERS

Criador de um império onde reinava a criatividade e funcionalidade, Ingvar Kamprad morreu este domingo em casa, em Smaland, na Suécia. Tinha 91 anos.

"O desperdício de recursos é um pecado mortal na IKEA", era a assim que o patrão da marca explicava a alma da loja aos colaboradores. Ingvar Kamprad abriu o primeiro espaço para venda de móveis em 1953 e nunca mais parou de desenvolver um conceito único sobre o mobiliário. Morreu este domingo, aos 91 anos, na sua casa em Smaland, na Suécia.

Entre muitos outras particularidades, as lojas estrearam um conceito único: serem os próprios clientes a levarem o mobiliário em caixas e a fazerem a montagem em casa. Em troca, o IKEA oferecia preços mais económicos. Todos os móveis tinham um valor fixo por um período de um ano e podiam ser escolhidos a partir de um catálogo.

A ideia foi o ponto de partida para um império único, que valeu a fortuna a Ingvar Kamprad. Há muito que o seu nome está entre as 500 pessoas mais ricos do mundo. Segundo a revista "Forbes", em 2007 era o homem com a maior riqueza na Europa e o quarto no mundo.

A fortuna, no entanto, não lhe mudou os hábitos. Modesto, Kamprad era um assíduo utilizador de transportes públicos e tinha por hábito voar em classe económica. A idade fê-lo delegar os comandos e em 2013 passou a gestão da multinacional para o filho Mathias.

A evolução e a funcionalidade estiveram desde sempre presentes na filosofia da marca IKEA e a venda de mobiliário diversificou-se. Além de móveis e artigos para a casa, as lojas passaram a vender também produtos alimentares e refeições. A opção foi justificada pelo fundador com a convicção de que "estômagos vazios não compram móveis".