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Celtejo afirma ser “totalmente alheia” aos recentes fenómenos de poluição do Tejo

PAULO CUNHA/ Lusa

O foco de poluição que se verifica no rio Tejo desde quarta-feira, na zona de Abrantes, levou esta quinta-feira à realização de ações de inspeção extraordinárias em Abrantes e Mação

A Celtejo, fábrica de pasta de papel da Altri, em Vila Velha de Ródão, disse esta quinta-feira que é “totalmente alheia” aos recentes fenómenos de poluição no rio Tejo e adianta que “cumpre escrupulosamente” a regulamentação ambiental nacional.

“A Celtejo é totalmente alheia aos mais recentes fenómenos de poluição no Rio Tejo, desconhecendo, em absoluto, as suas causas”, refere a empresa, num comunicado enviado à agência Lusa.

O foco de poluição que se verifica no rio Tejo desde quarta-feira, na zona de Abrantes, levou esta quinta-feira à realização de ações de inspeção extraordinárias em Abrantes e Mação, estando ainda por identificar a origem do problema.

Fonte oficial do Ministério do Ambiente admitiu que “não está identificada a origem da poluição” e indicou que a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) realizou esta quinta-feira “duas ações inspetivas extraordinárias em ETAR's de Abrantes e Mação”, mas os resultados das análises “só serão conhecidos dentro de alguns dias”.

A empresa de Vila Velha de Ródão adianta que as espumas que surgem em Abrantes, como também em Toledo e em outras partes do rio, nunca poderiam ter origem nos efluentes da Celtejo, pelo que urge perceber qual a sua origem e colocar-lhe termo.

“A Celtejo, como reiteradamente já afirmou, e todas as autoridades comprovam, cumpre escrupulosamente os limites e parâmetros das diversas licenças de que é titular, bem como toda a regulamentação ambiental nacional e europeia aplicável à sua atividade”, lê-se na nota.

A empresa adianta que ao longo de 50 anos tem vindo a realizar grandes investimentos, que têm contribuído para uma melhoria permanente da sua performance ambiental e destaca a instalação da nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), dotada de tecnologia de ponta mundial que entrou em funcionamento em outubro de 2017.

Por último, a empresa lança um apelo às autoridades competentes para que, com a maior celeridade possível, esclareçam a opinião pública sobre os motivos que estão na génese desta situação.