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Tribunal vai ver fatura detalhada do telemóvel de Orlando Figueira

MÁRIO CRUZ/LUSA

Defesa do ex-procurador pediu esta quarta-feira ao tribunal que veja as chamadas que foram feitas entre o final de 2012 e 2015. Objetivo é provar contactos com Daniel Proença de Carvalho

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista de Sociedade

Orlando Figueira já tinha dito que autorizava o tribunal a ver a fatura detalhada do seu telemóvel para provar os contactos com o advogado Daniel Proença de Carvalho que, na versão que tem contado no julgamento, foi o intermediário no contrato que fez com o banqueiro angolano Carlos Silva.

Esta terça-feira, a advogada Carla Marinho formalizou o pedido e o tribunal aceitou a pretensão do arguido. O tribunal vai ver a fatura detalhada entre setembro de 2012, quando saiu do DIAP e dezembro de 2015.

Orlando Figueira pretende demonstrar que quem o contratou para trabalhar em Angola foi o banqueiro Carlos Silva através do advogado Proença de Carvalho e não Manuel Vicente através de Paulo Blanco, como pretende a acusação.

Quando foi detido, Orlando Figueira nunca falou de Proença e de Carlos Silva e alega agora que um acordo de cavaleiros o impediu de falar.

Figueira disse esta terça-feira que também levantava o sigilo profissional do advogado que o defendia para que este revele quem lhe pagava os honorários. O ex-procurador diz que Paulo Sá e Cunha era pago por Carlos Silva. “Estava manietado”, garante. A poucas semanas do julgamento começar, Orlando Figueira mudou de advogado e passou a ser defendido por uma advogada oficiosa.”

“As chamadas foram feitas para o escritório da Uria Menendez e Proença de Carvalho”, precisou Orlando Figueira. “Nunca tive o telemóvel dele”.“Nem recebeu chamadas do telemóvel dele?”. quis saber o juiz. “Não. Era a secretária que me ligava”, admitiu o ex-procurador. “Vão ver que há dezenas de chamadas. E não ia ligar por ligar não é?”

(Notícia atualizada às 12h38)