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Ministério Público pede separação do processo relativamente a Vicente

Juiz que preside ao coletivo do julgamento do caso da Operação Fizz, que arranca esta segunda-feira, interrompeu a sessão para deliberar sobre esse pedido

A Procuradora que representa o Ministério Público no julgamento da operação Fizz, Leonor Machado, pediu esta segunda-feira a separação do processo relativamente ao arguido Manuel Vicente, ex-vice-Presidente de Angola.

Entretanto, o juiz que preside ao coletivo do julgamento interrompeu a sessão para deliberar sobre esse pedido.

O advogado do ex-vice-Presidente de Angola no caso da Operação Fizz, disse à chegada ao tribunal que lhe parece inevitável a separação dos processos. Questionado pelos jornalistas à entrada do tribunal, em Lisboa, Rui Patrício afirmou: "O que nos parece inevitável é a separação dos processos".

Rui Patrício, que estava presente enquanto mandatário de Armindo Pires, outro dos arguidos neste caso, disse igualmente que é preciso aguardar a decisão do tribunal "com calma e serenidade". "Vamos ver o que o tribunal vai decidir", acrescentou.

O advogado escusou-se a revelar se ia levantar alguma questão prévia no início do julgamento, remetendo para audiência, e lembrou os recursos pendentes relativos ao ex-vice-Presidente de Angola, Manuel Vicente, que o Tribunal da Relação de Lisboa terá de decidir "a seu tempo".

"Processualmente há muitas coisas possíveis", disse, embora considere inevitável a separação dos processos.

Questionado sobre o que pensava de toda a pressão política em redor deste processo, Rui Patrício afirmou: "Não faço comentários sobre isso, tenho a minha opinião pessoal, mas não faço qualquer comentário".

Questionado ainda sobre o porquê da ausência de Manuel Vicente, Rui Patrício disse que o ex-vice-Presidente de Angola não comparece "porque não pode". "Não comparece porque não pode. A questão da imunidade não está na disponibilidade e vontade de Manuel Vicente, é um assunto de Estado", afirmou.

Rui Patrício insistiu que, neste processo, Manuel Vicente não foi notificado da acusação e nem sequer chegou a ser constituído arguido.