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Fogo no Pinhal de Leiria foi criminoso

nuno botelho

Engenho artesanal foi encontrado no pinhal que ardeu a 15 de outubro

A Polícia Judiciária de Leiria já identificou as causas dos dois incêndios que consumiram 86% do Pinhal de Leiria a 15 de outubro de 2017. “Ambos tiveram mão criminosa. Num deles foi usado um engenho artesanal para atear o fogo”, avançou ao Expresso fonte da PJ. Contudo, os investigadores não conseguiram ainda identificar os autores.

Desse dia, o pior do ano em incêndios, em que morreram 45 pessoas, há já mais ocorrências com causa identificada. A PJ da Guarda confirma que os dois principais fogos registados no distrito foram iniciados por dois pastores locais que realizaram queimadas (proibidas naquela altura) para a renovação das pastagens. “Há vários pastores na região, são um grupo que se isola, fechado sobre si, e está a ser difícil identificar os autores concretos”, avança fonte do processo.

A PJ de Coimbra também já determinou a causa de um dos mais graves incêndios de 15 de outubro, o da Lousã, que atingiu uma área de 43.941 hectares. “Uma árvore de grande porte caiu na linha de média tensão”, garante um investigador, e projetou fagulhas em várias direções, com ajuda do vento forte.