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Sociedade

Ordem dos Médicos quer averiguar eventual transporte de material contaminado

O transporte de material contaminado terá sido feito na região Centro, “em serviço de táxi, na sequência da imobilização forçada da frota da Administração Regional de Saúde do Centro por falta de seguro automóvel”

A Ordem dos Médicos (OM) pediu a intervenção "urgente" da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde para averiguar o alegado transporte de material contaminado, em serviço de táxi, por "imobilização forçada" de meios de transporte próprios.

O "alegado transporte de material contaminado" terá sido feito, na região Centro, "em serviço de táxi, na sequência da imobilização forçada da frota da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) por falta de seguro automóvel", afirma a Secção Regional do Centro (SRC) da OM, numa nota enviada esta terça-feira à agência Lusa.

O eventual transporte de material contaminado "tem de ser devidamente investigado, para que não restem dúvidas sobre esta circunstância", sustenta a Ordem, considerando que, a verificar-se, a situação "seria de uma enorme gravidade".

As regulamentações nacionais e europeias "obrigam a requisitos muito apertados para o transporte deste material que não pode, obviamente, ser feito em transporte público ou particular, mas, antes, em veículos preparados para o efeito", afirma o presidente da SRC da OM, Carlos Cortes, citado na mesma nota.

"Na sequência destes casos - que inviabilizaram também a distribuição de medicamentos" - a SRC da Ordem solicitou, entretanto, à ARSC "a divulgação, para conhecimento público, do impacto financeiro decorrente desta situação".

Em nome da "transparência e da fiabilidade dos procedimentos" e dos "princípios e requisitos de segurança dos doentes e dos profissionais e de todos os cidadãos", a SRC da OM "continuará na defesa da qualidade de saúde", assegura Carlos Cortes.