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MP quer saber como atuou a Justiça no caso das adoções da IURD

Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito para averiguar a eventual existência de procedimentos incorretos ou irregulares dos procuradores do Ministério Público no caso das adoções

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu abrir um inquérito para averiguar a eventual existência de procedimentos incorretos ou irregulares dos procuradores no caso das adoções do lar da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), na década de 90 e 00.

Em comunicado, a PGR refere que este caso, divulgado nos últimos dias pela TVI, está intrinsecamente ligado "com processos concretos que correram termos na jurisdição da família e crianças, área de especial e relevante intervenção do Ministério Público".

O gabinete de Joana Marques Vidal informa por isso que foi instaurado um inquérito-crime para investigar os factos ocorridos e o enquadramento jurídico-criminal dos mesmos.

O processo é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e encontra-se em segredo de justiça.
Em entrevista ao Expresso no último fim de semana, a procuradora Dulce Rocha, que é presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC), foi perentória: "Pelos vistos, falhou tudo no caso das adoções da IURD."
Dulce Rocha revelou que o IAC recebeu uma denúncia anónima, em 2000, através da Linha SOS Criança, relativa a a este processo. Mas acabou por ser arquivada pela Justiça por falta de provas.