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MP investiga Raríssimas desde o final de novembro

Denúncia anónima sobre alegadas irregularidades na instituição de solidariedade social chegou ao Ministério Público há cerca de duas semanas

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa recebeu uma denúncia anónima sobre alegadas irregularidades na Raríssimas no final de novembro.

A informação foi avançada pelo gabinete da Procuradoria-Geral da República (PGR).

"Confirma-se a existência de um inquérito a correr termos no DIAP de Lisboa. Não tem arguidos constituídos. As investigações relacionadas com a matéria tiveram início em finais de novembro e origem numa denúncia anónima", avança a PGR.

De acordo com uma investigação jornalística da TVI, Paula Brito e Costa usará fundos da Raríssimas em proveito próprio, nomeadamente na compra de vestidos de alta-costura, compras de supermercado e terá criado despesas fictícias de deslocação.

A esses valores, junta-se um salário base de três mil euros mais 1500 euros em deslocações.

A Associação Raríssimas é parcialmente finaciada pelo Estado, do qual recebeu 875 mil euros em 2016. Em donativos particulares terá recebido no ano passado mais de 718 mil euros.

Na peça da TVI, são apresentadas faturas, testemunhos de ex-funcionários e vídeos de reuniões da associação, feitas através do Skype, em que Paula Brito e Costa aponta o seu filho como "o herdeiro da parada"; pede aumentos para o marido, também funcionário da Raríssimas; e ordena aos funcionários que a tratem como merece.

Num longo comunicado, publicado no Facebook, a Associação Raríssimas desmente as denúncias feitas na reportagem da TVI, emitida no sábado. O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social anunciou que vai avaliar a situação.