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BIAL lança prémio internacional de biomedicina de 300 mil euros

Além do prémio de Medicina Clínica criado há 18 anos, a Fundação BIAL vai distinguir a partir de 2019 obras relevantes para o futuro da medicina de índole biomédica. Galardão a atribuir de dois em dois anos destina-se a investigadores nacionais ou estrangeiros

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

A Fundação BIAL vai lançar um novo prémio na área da biomedicina, que terá a sua primeira edição em 2019. O BIAL Award in Biomedicine, no valor de 300 mil euros, destina-se a galardoar uma obra publicada a partir de 1 de janeiro 2010 na área da pesquisa das ciências biológicas e investigação de tratamentos pioneiros.

O prémio anunciado esta terça-feira será atribuído em anos alternativos ao já existente galardão de Medicina Clínica, cuja 18º edição decorrerá no próximo ano e mantém como objetivo distinguir o resultado de descobertas na área da saúde já em prática em contexto hospitalar, em que pelo menos um dos investigadores seja um médico português. O prémio em biomedicina não terá fronteiras, sendo o único critério de escolha a grande qualidade e relevância científica.

Luís Portela enfatiza que a Fundação Bial pretendeu “por um lado, continuar a premiar a investigação feita por médicos portugueses no contexto de prática clínica, isto é, a investigação que traduz o dia-a-dia dos hospitais, dos centros de saúde e que assume uma importância primordial para os doentes”. Em comunicado, o presidente da Fundação BIAL acrescenta, por outro lado, a necessidade de criar um prémio de dimensão internacional para distinguir o que de “mais notável foi descoberto e venha a ser descoberto na área biomédica e que marca não só o presente, como também o futuro da medicina”.

A iniciativa conta com o apoio do predidente da República, do European Research Council, do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e da European Medical Association.

No próximo mês de janeiro será, entretanto, aberto o período de candidaturas ao prémio de Medicina Clínica, no valor de 100 mil euros, e cujo júri será presidido por Sobrinho Simões. O regulamento prevê ainda a possibilidade de atribuição de duas menções honrosas de 10 mil euros cada. Em 2016, a BIAL recompensou com 320 mil euros quatro trabalhos liderados por médicos portugueses sobre doenças reumáticas, pé diabético, cancro e osteoporose.