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Votação online: escolha a figura internacional de 2017

Dando seguimento a uma prática iniciada em 2014, o Expresso desafia novamente os seus leitores a votarem as figuras e acontecimentos nacionais e internacionais do ano. Nesta segunda-feira abrimos a eleição das personalidades e factos internacionais. Na terça-feira terá início a escolha das figuras e acontecimentos nacionais. Saiba tudo e faça as suas escolhas

A redação do Expresso, num plenário realizado na manhã desta segunda-feira (4 de dezembro), escolheu as figuras e os acontecimentos nacionais e internacionais de 2017. Trata-se de uma das mais velhas tradições democráticas da comunicação social portuguesa (cujos resultados serão oportunamente divulgados), neste ano votada por quatro dezenas e meia de jornalistas.

Os artigos de fundo sobre os vencedores das quatro categorias (figura nacional; acontecimento nacional; figura internacional; e acontecimento internacional) serão publicados na edição semanal em papel de 23 de dezembro.

Agora, pela quarta vez consecutiva, vimos convidar quem nos lê a eleger as figuras e os acontecimentos do ano. Assim, até às 14h do dia 20 de dezembro, os leitores podem fazer a sua votação, escolhendo entre os mesmos acontecimentos e figuras que foram sufragados pela redação do Expresso. Periodicamente, faremos o ponto da situação do resultado em cada uma das categorias a votação.

Em baixo, pode votar na figura internacional de 2017, escolhendo um dos nomeados.

Carles Puigdemont
Liderou um processo autonomista na Catalunha que apesar das suas fragilidades políticas e jurídicas não deixou de ser marcante. Trouxe o autonomismo para a ordem do dia e obrigou a Europa a pensar nas múltiplas pequenas europas que a constituem.

Colin Kaepernick
Foi quarterback dos São Francisco 49ers, uma das principais equipas da Liga de Futebol norte-americano até 2016, quando decidiu ajoelhar-se durante o hino nacional que toca antes de cada jogo. Este gesto foi feito em protesto contra o racismo e contra abusos policiais sobre a população negra. As suas ações tiveram repercussões internacionais e outros desportistas juntaram-se ao protesto. Quem não gostou da atitude foi Donald Trump, que pediu o afastamento dos atletas “pouco patriotas”. Kaepernick processou a Liga por suspeitas de conluio ao impedir a sua contratação.

Emmanuel Macron
Fundou um partido praticamente do zero, derrotou os partidos tradicionais à esquerda e à direita nas legislativas e apareceu como a figura consensual para derrotar a extrema-direita de Marine Le Pen. Ganhou presidenciais e legislativas, esboçou reformas económicas e do trabalho e procurou ser na cena internacional um contrapeso a Trump.

Jeff Bezos
Jeff Bezos, fundador da Amazon, ascendeu em 2017 duas vezes ao estatuto de homem mais rico do mundo (a segunda no final de novembro, com um património líquido de 100,3 mil milhões de dólares). Da venda de livros na Internet a partir de uma garagem a gigante do comércio eletrónico, a Amazon posiciona-se para ser o maior retalhista do mundo, com a entrada no mundo físico, com a aquisição da cadeia norte-americana Whole Foods. A empresa de Bezos é pioneira em várias áreas do retalho como as entregas através de drones e as entregas dentro de casa do cliente sem necessidade de alguém para abrir a porta.

João Lourenço
Afirmou-se, não como um mero herdeiro de José Eduardo dos Santos mas como um reformador que ousou a ruptura com o nepotismo da família presidencial e suas clientelas. Não é claro até onde pode ir mas já agitou as águas de uma forma talvez irreversível.

Juan Manuel dos Santos
É certo que já o ano passado o presidente da Colômbia recebera o Nobel da Paz mas é este ano que o seu trabalho em prol do fim da mais longa guerra civil sul-americana deu frutos totais, com a entrega das armas e a transformação da guerrilha da FARC em partido político.

Kim Jong-un
Podem chamar-lhe vilão, rocket man ou ameaça à paz mundial mas é um ditador e um provocador que fez falar de si e da Coreia do Norte e enredou Trump, Putin, Xi Jinping e António Guterres numa teia difícil de desfazer.

Mohammed bin Salman
Nomeado príncipe herdeiro da Arábia Saudita em junho, Mohammed bin Salman defende um país “mais moderado e tolerante” e diz querer “destruir o mais rapidamente possível o extremismo”. Com 32 anos, detém as pastas da Defesa e da Economia e preside à comissão anti-corrupção (11 príncipes, quatro membros do Governo e mais de 30 antigos governantes foram já detidos por suspeitas de corrupção). Sinais da mudança no reino saudita, já no próximo ano as mulheres poderão tirar a carta de condução.

Rodrigo Duterte
O presidente filipino é figura do ano pelas piores razões: execuções extra-judiciais de drogados e traficantes de droga, esquadrões da morte, desprezo total pelo estado de direito e uma insurreição de uma sucursal do Daesh na ilha de Mindanau.

Xi Jinping
O presidente chinês vê o seu poder consagrado no XIX Congresso do PCC e o seu pensamento político simbolicamente equiparado ao de Marx e Mao. Encabeça a luta contra a corrupção no partido e nas forças armadas, lança o projecto geoestratégico da nova Rota da Seda e ganha uma projecção internacional à custa da falta de linha política de Trump. É a grande figura do ano desse e doutros pontos de vista.

  • Votação online: escolha o acontecimento nacional de 2017

    Dando seguimento a uma prática iniciada em 2014, o Expresso desafia novamente os seus leitores a votarem as figuras e acontecimentos nacionais e internacionais do ano. Nesta terça-feira damos início à votação das personalidades e dos factos que marcaram 2017 em Portugal (na segunda-feira havíamos aberto a eleição das figuras e acontecimentos Internacionais)

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