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Bem-vindos à Tailândia... em Vilamoura

É o serviço que mais marca os hóspedes do Anantara. O hotel de luxo quer unir o melhor de dois mundos: qualidade e carácter local

O símbolo do Anantara é um bom resumo do espírito do hotel – e um bom sítio para começar. Dois triângulos na base e outro triângulo por cima representam, na verdade, elementos essenciais da cultura tailandesa. A hospitalidade daquele país manda que se deixe para os peregrinos, de noite, duas almofadas e um pote de barro com água fresca à porta de casa, para estes se poderem recostar e ganhar forças para o dia seguinte. É esta parte da cultura tailandesa, aliada ao sorriso aberto do algarvio, que o Anantara – que significa "sem fim", em sânscrito –, quer personificar.

Um sem fim de experiências é o que este novo hotel em Vilamoura, aberto desde abril deste ano, pretende proporcionar aos seus hóspedes. Outros podem conhecê-lo como o antigo hotel Tivoli Vitória. Adquirido ao Grupo Espírito Santo, o Anantara mantém o segmento do luxo (as tarifas dos quartos em época baixa rondam os 180 euros), mas quer ter uma forte ligação à cultura local. É por isso que vemos, em vários pontos do hotel, muitas referências ao Algarve – dos puffs e sofás em verga às bebidas servidas no momento das boas-vindas. Quando se chega, é-se conduzido a uma sala onde oferecem um refresco de alfarroba, um sumo de laranja do Algarve, amêndoas e frutos secos torrados da região.

Isto será uma constante ao longo da estadia aqui. O melhor da cultura local (seja o artesanato ou a gastronomia) aparecerá de mãos dadas com o melhor da hospitalidade tailandesa. Experiência não falta ao grupo. O primeiro hotel Anantara da Europa, que escolheu Portugal para se estrear, integra um grupo de 42 unidades no mundo. O grupo Minor, criado por Bill Heineke, um americano-tailandês, aos 16 anos – quando era menor de idade –, fez deste homem o mais rico da Tailândia.

O Anantara Vilamoura visto do campo de golfe, o Victoria Golf, desenhado por Arnold Palmer

O Anantara Vilamoura visto do campo de golfe, o Victoria Golf, desenhado por Arnold Palmer

Sven Ellsworth

Desde abril, o Anantara Vilamoura já recebeu uma distinção de alto nível: o prémio Condé Nast Johannssons Award for Excellence 2018. Não é tanto na questão dos quartos (280) ou da decoração que se podem ver diferenças – mas em matéria do serviço. Aquele luxo silencioso e de sorriso pronto, disponível para satisfazer os desejos dos clientes. Estes podem passar por uma partida de golfe –e aí, o Victoria Golf Course, com 18 buracos, de par 72, desenhado pelo conhecido Arnold Palmer e palco do Masters – fará o obséquio, com a ajuda de um "golf guru", caso queira. Pode passar por uma massagem no spa, onde a essência de laranja perfuma o espaço desde a entrada. Ou por um mergulho nas piscinas – a interior, ou a exterior, ambas aquecidas.

Piscina interior do Anantara, junto ao spa. Existem ainda outras duas piscinas exteriores, também aquecidas

Piscina interior do Anantara, junto ao spa. Existem ainda outras duas piscinas exteriores, também aquecidas

Pode ainda requerer um "experience guru", para quem os desejos dos clientes são ordens. Ou optar por uma aula privada de culinária com um chefe, nas sessões "Spice Spoons", em que o cliente sai para conhecer mais da cultura gastronómica local, fazer compras e regressa para uma sessão de cozinha.

A que presenciámos, conduzida pelo chefe Luís Cristina, terminou com um repasto à mesa composto por chouriço regado a aguardente de medronho, ostras, camarão, amêijoas, cataplana de peixe e arroz doce a compor o ramalhete – tudo feito com a ajuda dos hóspedes.

Um hotel para famílias

Em matéria de restaurantes no hotel, a escolha é vasta. São vários espaços, com diferentes conceitos, sempre com a qualidade em vista. No EMO, o restaurante de 'fine dining', o vinho é rei. Aqui, o néctar de Baco é conceito principal, e tem na confeção dos pratos um segundo momento. A garrafeira renovada conta com 490 referências, e o "wine guru", António Lopes, lá está para o ajudar a provar os melhores néctares, conjugados com os melhores pratos.

Neste espaço, a partir de fevereiro, todos os meses haverá uma "wine fight" (uma batalha vínica), que "oporá" duas grandes casas de vinhos, ou de espumantes. A ideia não é levar ao 'ringue' uma ou outra marca para a pôr KO, mas sim revelar aos clientes tesouros escondidos.

O EMO é o restaurante do Anantara dedicado ao vinho. Aqui, o néctar de Baco é rei, e tudo o resto (gastronomia incluída) lhe faz a corte.

O EMO é o restaurante do Anantara dedicado ao vinho. Aqui, o néctar de Baco é rei, e tudo o resto (gastronomia incluída) lhe faz a corte.

A "wine fight" inaugural colocou de um lado da barricada a Quinta das Bágeiras e os seus espumantes da Bairrada, e do outro a casa de champanhe Henri Giraud, uma das mais antigas do mundo – remonta a 1625.

Deste embate de 'vignerons' não houve um vencedor claro nem um vencido. Ou melhor: ganhou quem provou – quem bebeu os vários espumantes e champanhes, quem degustou os pratos criados para emparelhar na perfeição, quem conviveu.

António Lopes é o "wine guru" do Anantara. É ele que escolhe, entre as 490 referências da garrafeira, o vinho que o fará feliz.

António Lopes é o "wine guru" do Anantara. É ele que escolhe, entre as 490 referências da garrafeira, o vinho que o fará feliz.

Os hóspedes do hotel têm ainda outros restaurantes para descobrir – como o Ria, onde o peixe e o marisco dominam o cardápio, em homenagem à Ria Formosa. Ou o "Dinner by Design", que tanto permite um jantar intimista na suite presidencial, para um pedido de casamento, como um jantar de grupo na zona exterior junto à piscina, ou um cocktail no deck, à espera que o sol se ponha. Desde que seja uma vontade do cliente, (quase) tudo se arranja.

A valência "Dining by Design" permite acolher várias escolhas para jantar. Pode ser no deck, junto à piscina, ou onde se desejar.

A valência "Dining by Design" permite acolher várias escolhas para jantar. Pode ser no deck, junto à piscina, ou onde se desejar.

Um dos públicos-alvo do Anantara são as famílias, e a pensar nelas várias valências foram criadas. Para os mais jovens, há um Kids Club (a partir dos três meses e até aos 12 anos), e um Teens Club, aberto das 8h às 20h, com atividades e funcionários para tomar conta, enquanto os pais bebericam flutes de champanhe Veuve Clicquot na piscina dos adultos, , caso queiram, ou no intervalo das massagens ao ar livre.

Vista aérea do deck presidencial, com piscina privativa

Vista aérea do deck presidencial, com piscina privativa

A arte é outra das características do Anantara: são 269 as obras artísticas polvilhadas pelo estabelecimento, de autores como Pedro Calapez a Gabriela Albergaria. Não faltam motivos para sair a sorrir. A qualidade e o serviço pagam-se, é certo, mas a satisfação é garantida. Os Rolling Stones não poderiam servir de banda sonora.