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Discoteca Urban Beach vai mesmo continuar fechada

António Pedro Santos / Lusa

Tribunal Administrativo de Lisboa indeferiu a providência cautelar pedida pelo estabelecimento de diversão noturna lisboeta

O Tribunal Administrativo de Lisboa negou a pretensão da discoteca Urban Beach, que queria continuar de portas abertas. Foi indeferido pelo juiz o pedido de decretamento provisório da providência cautelar apresentada por aquele estabelecimento de diversão noturna.

Significa, na prática, que mantém o despacho do MAI que determinou a medida de polícia de encerramento provisório do Urban. Desta forma, a discoteca vai mesmo continuar fechada até aos próximos seis meses.

O ministério de Eduardo Cabrita foi notificado esta tarde de sexta-feira da decisão.

Recorde-se que Cabrita mandou encerrar a discoteca lisboeta depois das imagens que mostram as agressões de três seguranças à porta do Urban na madrugada de Halloween. Em reação à decisão do MAI, o grupo K, dono da discoteca, intentou uma providência cautelar de suspensão de eficácia de ato administrativo contra o ministério. Tinha como intenção contrariar a medida cautelar de Eduardo Cabrita de encerrar aquele espaço de diversão noturna até seis meses. No entanto, sem resultados práticos.

Na mesma semana dos episódios de violência, o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa decretou a prisão preventiva para dois seguranças da discoteca, que tinham sido detidos pela PSP e indiciados de tentativa de homicídio qualificado na forma tentada. Há poucos dias, passaram para prisão domiciliária com pulseira eletrónica.

Ao terceiro elemento, também detido pela PSP, foi-lhe imputado o crime de ofensa à integridade física, saindo em liberdade, mas com proibição de contactar com as vítimas e com os coarguidos, além de ficar impedido de exercer a atividade de segurança privada.