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Mário Nogueira: “O pulso dos professores é muito forte”

Marcos Borga

Mário Nogueira, da Fenprof, está certo que a concentração de professores já deu resultados. E que amanhã o Governo vai ceder. Na mesa, os sindicatos já puseram mais cartas e querem mexer ainda na aposentação, nos horários e nos concursos dos docentes. “O pulso dos professores é muito forte”

Se o "governo queria medir a força dos sindicatos", como pensa o secretário-geral da Fenprof, "é preciso que aprenda que somos várias organizações sindicais que se unem quando está em causa a dignidade, o respeito e a consideração pelos professores".

Antes, João Dias da Silva, da FNE, tinha calculado em dez mil os professores que se concentraram frente ao Parlamento, quando a comissão parlamentar da educação discutia o orçamento para o próximo ano.

Todas as organizações sindicais dos professores estiveram unidas, assim como as duas centrais sindicais para reclamar o descongelamento total das carreiras dos professores. A medida pode custar 600 milhões de euros ao Orçamento do Estado de 2018, mas isso não impede os sindicatos de reclamar a reposição, nem que seja faseada, dos escalões em atraso.

"Dizem que não há dinheiro, mas ninguém perguntou aos professores de podiam ficar a viver com salários reduzidos no tempo da crise. Aplicaram e pronto", disse Dias da Silva aos manifestantes. A FNE admite a devolução "em tempo útil" dos montantes da progressão de carreira congelados aos professores. A Fenprof quer que a recuperação seja feita no período desta legislatura, ou seja, em dois anos.

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