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Sociedade

Hospital de São José será polo para população envelhecida

ANTÓNIO PEDRO SANTOS / LUSA

Ministro da Saúde garante que a construção do Hospital de Lisboa Oriental não vai libertar hospitais de Lisboa Central para especulação imobiliária

Os hospitais integrados no Centro Hospitalar de Lisboa Central, como São José, Estefânia, Santa Marta ou Maternidade Alfredo da Costa, não vão ser utilizados para fins imobiliários após a transferência dos serviços para o futuro Hospital de Lisboa Oriental. A garantia foi dada esta segunda-feira pelo ministro da Saúde no Parlamento.

Adalberto Campos Fernandes garantiu aos deputados que, em parceria com a autarquia da capital, está já previsto que o Hospital de São José seja transformado numa unidade de apoio à população mais envelhecida, funcionando como um hospital de proximidade. Igualmente prevista está a transformação do Hospital Dona Estefânia num espaço dedicado às crianças e aos jovens.

O Hospital de Lisboa Oriental, a inaugurar em 2022, será construído em parceria com privados mas terá uma gestão pública, como qualquer outra unidade hospitalar do Serviço Nacional de Saúde. Terá uma capacidade de 850 camas, que Adalberto Campos Fernandes garantiu serem as necessárias para responder às exigências impostas pela medicina moderna.

O ministro explicou que o aumento crescente da taxa de ambulatorização, já em 65%, permitindo cada vez mais operações sem internamento; a abertura de hospitais no Seixal e em Sintra, a reformulação do Hospital de Cascais e a ampliação do Garcia de Orta, em Almada; vão mudar a procura na cidade de Lisboa. Que, garantiu: "Não terá menos camas do que aqueles de que precisa."

Novo bloco operatório no IPO-Lisboa quase desbloqueado

O ministro da Saúde garantiu ainda que o seu ministério está a trabalhar com as Finanças para desbloquear a utilização das verbas transferidas pelo anterior Governo para o IPO-Lisboa. Em causa estão cinco milhões de euros para construir um novo bloco operatório. Como noticiou o Expresso, a verba, entregue pelo anterior ministro da saúde Paulo Macedo, está há mais de um ano à espera de uma assinatura do gabinete de Mário Centeno.