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Urban Beach avança com providência cautelar contra o MAI

Ministro Eduardo Cabrita mandou encerrar a discoteca lisboeta na última sexta-feira, depois das agressões que ocorreram na madrugada de Halloween. Uma semana depois, Urban reage

O grupo K, dono da discoteca Urban Beach, em Lisboa, intentou uma providência cautelar de suspensão de eficácia de ato administrativo contra o Ministério da Administração Interna (MAI).

A ação, que entrou esta quinta-feira no Tribunal Administrativo de Lisboa, com a designação "outros processos cautelares", terá como intenção contrariar a medida cautelar do ministro Eduardo Cabrita de encerrar aquele espaço de diversão noturna até seis meses.

Recorde-se que o MAI avançou com a medida na semana passada, após a divulgação das imagens da agressão de três seguranças a dois homens, à porta do Urban Beach, em Lisboa. O Ministério determinou o encerramento da discoteca “na sequência dos acontecimentos da madrugada de 1 de novembro”.

O Expresso contactou Paulo Dâmaso, proprietário do espaço de diversão noturna, no intuito de saber pormenores sobre esta tentativa de reabertura do estabelecimento pela via da Justiça, mas este não quis falar.

Entretanto, as duas vítimas de agressão por três seguranças da discoteca lisboeta apresentaram uma queixa-crime ao Ministério Público. A queixa é um dos requisitos obrigatórios para o pedido de indemnização cível por parte das vítimas.

O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa decretou no sábado a prisão preventiva para dois seguranças da discoteca, indiciados de tentativa de homicídio qualificado na forma tentada, enquanto a um terceiro elemento foi-lhe imputado o crime de ofensa à integridade física, saindo em liberdade, mas com proibição de contactar com as vítimas e com os coarguidos, além de ficar impedido de exercer a atividade de segurança privada.