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Dez dias depois dos incêndios do dia 15 o Exército começa a entregar comida para os animais

Nuno Botelho

O que tem alimentado os animais - que entretanto ficaram sem pastagens, após os incêndios do dia 15 de outubro - é a pouca palha que tem sido cedida gratuitamente por muitos privados cujas reservas escaparam às chamas.

Uma semana e meia depois dos incêndios que dizimaram centenas de milhares de hectares na zona centro do país, os primeiros camiões do Exército começam a entregar comida para os animais que agora não têm pastagens.

Em Negrelos (Oliveira do Hospital), poucos minutos depois das 18h00, perto de quatro toneladas de rações são descarregadas nos armazéns da ANCOSE (Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela).

Rui Dinis, presidente daquela organização, desabafa: "finalmente; mas se não fossem os donativos de palha e feno de muitos privados da região, ao longo dos últimos dias, em vez dos mais de 5000 animais que desapareceram - queimados - nos incêndios, já teríamos perdido muitos mais".

A própria ANCOSE, na segunda-feira a seguir aos dramáticos incêndios do passado dia 15, foi comprar toda a palha que conseguiu encotrar de imediato para começar a dar ao seus associados, que ficaram sem pastagens e sem reservas de comida para os animais.