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Incêndios. Número de mortos sobe para 42

O novo balanço foi apresentado esta tarde pela Proteção Civil. A 42ª vítima é um ferido queimado que estava em estado grave no Hospital de Coimbra

Os incêndios florestais que deflagraram no domingo em várias zonas do país provocaram 42 mortos, disse esta quarta-feira à Lusa a adjunta do comando nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) Patrícia Gaspar.

O último balanço foi apresentado na terça-feira pela Proteção Civil e dava conta de 41 vítimas mortais e 70 feridos. Segundo a ANPC, registou-se a morte de um ferido queimado que estava em estado grave no Hospital de Coimbra, desconhecendo-se, para já, qual o concelho de origem da vítima mortal.

Dezanove mortes registaram-se no distrito de Coimbra, nove dos quais em Oliveira do Hospital, três em Tábua, três em Arganil, três em Penacova e um em Pampilhosa da Serra, sendo esta última vítima mortal a que estava desaparecida. Foi encontrada queimada em casa. No distrito de Viseu, registaram-se 18 vítimas mortais, designadamente em Vouzela (oito), Santa Comba Dão (cinco), Nelas (uma), Carregal do Sal (uma), Tondela (duas) e Oliveira de Frades (uma). Duas pessoas morreram na Guarda e uma na Sertã (distrito de Castelo Branco). Outra das vítimas mortais morreu na terça-feira no Hospital de Coimbra, mas não foi divulgada a origem.

No domingo, dia que foi considerado o “pior do ano” em matéria de incêndios, deflagraram no centro e norte do país mais de 500 fogos. Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

Oito corpos já foram entregues às famílias

O Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses já realizou 40 autópsias às vítimas dos incêndios no centro e norte do país, confirmou fonte oficial do Ministério da Justiça à agência Lusa.

Oito corpos já foram entregues às famílias. A identificação das vítimas mortais está a ser feita por reconhecimento pessoal, que é coordenado pela PJ, impressões digitais, exame dentário ou análise genética. Em virtude do estado de muitos corpos o Instituto de Medicina Legal está a realizar um elevado número de análises, obrigando o laboratório de genética a trabalhar de dia e de noite, explicou ainda a fonte.

Após a autópsia, é passado o certificado de óbito e, com autorização do Ministério Público, é feita a comunicação à família para levantamento do corpo.