Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Joana Marques Vidal: “Não andamos a inventar processos”

Procuradora-geral da República afirmou que os “processos surgem porque há participações, porque há documentos, e iniciam-se investigações porque é obrigatório iniciar perante um conjunto determinado de factos”

A procuradora-geral da República disse esta quinta-feira que o Ministério Público não anda a inventar processos, referindo-se à acusação divulgada na quarta-feira da Operação Marquês, e que a eventual morosidade do caso só poderá ser avaliada no fim.

"Nós não inventamos os processos, os processos surgem porque há participações, porque há documentos, e iniciam-se investigações porque é obrigatório iniciar perante um conjunto determinado de factos. Não andamos à procura, ou a inventar processos, seja em que situação for", declarou Joana Marques Vidal, à margem do XI Congresso dos Juízes que decorre, entre hoje e sábado, na Figueira da Foz.

A procuradora-geral da República comentava a acusação conhecida na quarta-feira no âmbito da Operação Marquês, em que José Sócrates é um dos 28 acusados, sendo imputados ao ex-primeiro-ministro 31 crimes, incluindo corrupção passiva, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal.

  • 12 perguntas e respostas sobre o maior caso judicial da democracia portuguesa

    A 21 de novembro de 2014, o ex-primeiro-ministro José Sócrates foi detido no aeroporto de Lisboa, quando regressava de Paris, sob a suspeita dos crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção. Acabou por ficar em prisão preventiva durante 11 meses: 288 dias na cadeia de Évora e 42 em prisão domiciliária. Quase três anos depois, o inquérito da Operação Marquês, conduzido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), está finalmente concluído. A acusação foi divulgada esta quarta-feira: foram acusadas 19 pessoas, incluindo Sócrates, e 9 empresas, num total de 188 crimes. O despacho de acusação tem mais de 4 mil páginas