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Sociedade

Tendência sindical do PSD critica “falta de diálogo” do Governo com professores e enfermeiros

António Pedro Ferreira

Os Trabalhadores Social Democratas (TSD) assinalam que o ano letivo começou “com graves problemas na colocação”, “sem qualquer respeito pela sua graduação profissional de milhares de docentes, gerando situações de falta de transparência e de enorme injustiça em virtude da alteração inesperada dos habituais” concursos

Os TSD criticaram esta quinta-feira a “falta de diálogo” do Governo com dois setores profissionais, os professores e os enfermeiros, estes últimos envolvidos numa greve.

Em comunicado sobre “a falta de diálogo com enfermeiros e professores e as graves consequências na saúde e na educação”, a tendência sindical do PSD defende “processos negociais sérios” e que possam produzir “resultados palpáveis”.

A greve dos enfermeiros, de segunda-feira a sexta-feira, foi marcada pelo Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) e pelo Sindicato dos Enfermeiros (SE) e é um protesto contra a recusa do Ministério da Saúde em aceitar a proposta de atualização gradual dos salários e de integração da categoria de especialista na carreira.

Quanto aos professores, os TSD assinalam que o ano letivo começou “com graves problemas na colocação”, “sem qualquer respeito pela sua graduação profissional de milhares de docentes, gerando situações de falta de transparência e de enorme injustiça em virtude da alteração inesperada dos habituais” concursos.

Nos dois casos, alegam ainda, “é fundamental” existirem “processos negociais sérios, o que não se têm verificado por parte do Governo”, resolver “questões profissionais” e salvaguardar os “serviços públicos, ao nível da saúde e da educação, que são fundamentais para os cidadãos e para a igualdade de oportunidades”.

Na quarta-feira à noite, o primeiro-ministro manifestou esperança de, nos próximos dias, Governo e Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), único a não convocar a greve, chegarem a um acordo.

António Costa sustentou que o projetado descongelamento das carreiras na função pública vai beneficiar especialmente o setor de enfermagem.