Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Queixa é “oportunista” e “injustificada”, diz representante de Tony Carreira

13. Tony Carreira - 121.787

A Regi-Concerto, empresa que representa e agencia o músico português, divulgou um comunicado em que sublinha que “nenhum autor ou artista apresentou queixa” contra o músico português. Admitindo que houve “questões passadas relacionados com direitos autorais”, a empresa garante, contudo, que estas “foram resolvidas em devido tempo e com quem de direito”

A Regi-Concerto, empresa que representa e agencia Tony Carreira, considera que a queixa apresentada pela Companhia Nacional de Música contra o músico português é “oportunista” e “injustificada”.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira na sua página oficial, a empresa admite que houve “questões passadas relacionados com direitos autorais”, mas que estas “foram resolvidas em devido tempo e com quem de direito”.

Ministério Público acusa Tony Carreira de plagiar 11 músicas

Depois de uma queixa-crime apresentada pela Companhia Nacional de Música, o Ministério Público decidiu acusar Tony Carreira de plagiar 11 músicas de autores estrangeiros, com a colaboração do compositor Ricardo Landum, também arguido, considerando que se “arrogaram autores de obras alheias após modificarem os temas originais.

Segundo a Lusa, que teve acesso ao despacho de acusação do MP, foram alegadamente plagiadas as canções “Depois de ti mais nada”, “Sonhos de menino”, “Se acordo e tu não estás eu morro”, “Adeus até um dia”, “Esta falta de ti”, “Já que te vais”, “Leva-me ao céu”, “Nas horas da dor”, “O anjo que era eu”, “Por ti” e “Porque é que vens”.

Estas canções, diz o MP, “são exemplos da atividade ilícita do arguido Tony Carreira, o que resulta do confronto da obra genuína alheia com a obra supostamente criada pelo arguido, por vezes com a participação do arguido Ricardo Landum, sendo que tais obras foram analisadas através de perícia musical”.

A acusação diz que pelo menos desde 2012 e até à data os arguidos “têm vindo a dispor de composições musicais alheias e da sua matriz, introduzindo-lhes alterações e arranjos como se fossem suas e sem que com isso tenham criado obras distintas, genuínas e íntegras”.

“Os arguidos aproveitam a matriz de obras alheias, utilizando a mesma estrutura, melodia, harmonia, ritmo e orquestração e, por vezes, a própria letra de obras estrangeiras que traduzem, obtendo um trabalho que não é mais do que uma reprodução parcial do original, não obstante a introdução de modificações”, explica a acusação.

A acusação relata que, “conhecedor da falta de consentimento para se apropriar de obras originais e de que apenas se limitou a modificar”, Tony Carreira alterou a sua qualidade junto da Sociedade Portuguesa de Autores, de autor para adaptador, em relação a três músicas, “quando foi confrontado com a inveracidade da autoria de trabalhos que havia registado anteriormente”. São elas “Depois de ti mais nada”, “Se acordo e tu não estás em morro” e “Sonhos de menino”.

Em maio de 2013, acrescenta ainda o MP, Tony Carreira “chegou a acordo com certas entidades que reclamaram os seus direitos e consequentemente assumiu a posição de adaptador ao invés de autor” quanto a estas três músicas, mas só depois de “confrontado com a falta de genuidade e de integridade das suas 'obras'”. Em relação às restantes oito canções, Tony Carreira “insiste em apresentar-se como autor”.

Tony Carreira está acusado de 11 crimes de usurpação e de outros tantos de contrafação, enquanto Ricardo Landum, autor de alguns dos maiores êxitos da música ligeira portuguesa, responde por nove crimes de usurpação e por nove crimes de contrafação.

No comunicado divulgado esta quarta-feira, a Regi-Concerto assegura que “nenhum autor ou artista apresentou queixa”. Referindo que o músico português já foi informado da acusação, a empresa afirma que “terá agora início a fase do processo em que Tony Carreira terá oportunidade de se defender, o que fará serenamente, certo da razão que lhe assiste”. Queixa “sem fundamento” não irá “perturbar o seu trabalho em prol de um público que o segue há 30 anos”, conclui a empresa.