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Sociedade

Porto Editora e CIG vão trabalhar em conjunto em prol da igualdade de género

As duas entidades acabaram de anunciar que vão trabalhar em conjunto na produção de livros e materiais para crianças que promovam a cidadania e igualdade de género

A editora, envolta recentemente numa polémica com livros considerados sexistas, e a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) anunciaram esta segunda-feira que vão trabalhar em conjunto. A Porto Editora vai produzir, com o apoio da CIG, livros e materiais didáticos que promovam a igualdade de género.

"A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e a Porto Editora vão trabalhar em conjunto na produção de materiais dirigidos a crianças, integrando abordagens promotoras da cidadania e igualdade de género", lê-se num comunicado conjunto das duas organizações.

A decisão foi tomada numa reunião entre a Presidente da CIG, Teresa Fragoso, e Vasco Teixeira, o Administrador da Porto Editora, em que as duas entidades reconheceram serem necessários "conteúdos que fomentem uma educação promotora de igualdade de oportunidades e do desenvolvimento das diferentes capacidades e talentos de todas as crianças, contribuindo assim para a construção de uma sociedade em que mulheres e homens exercem uma cidadania plena",

No mesmo comunicado, é sublinhado o "trabalho meritório que a Porto Editora tem desenvolvido, ao longo das décadas, na promoção da cidadania, da igualdade de género e da inclusão social, através quer de projetos de responsabilidade social, quer da sua atividade editorial na área educativa, várias vezes em colaboração com a anterior Comissão para a Igualdade e Direitos das Mulheres." E a "necessidade de se continuar a investir na promoção daqueles valores constitucionais e fundamentais numa sociedade evoluída e democrática, e que essa promoção será tanto ou mais eficaz se for feita em articulação com a garantia das liberdades de expressão e de edição."

Durante o mês de agosto, a CIG recomendou a retirada de cadernos de exercícios, uns para meninos e outros para meninas, considerados sexistas por terem diferentes graus de dificuldade e por reforçarem estereótipos. A editora criticou o Governo, mas acabou por acatar a recomendação.