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Já arderam mais de 213 mil hectares

Rui Duarte Silva

2017 é o terceiro pior ano em termos de área ardida desde 2003. As chamas consumiram até final de agosto quase quatro vezes mais do que a média registada no mesmo período na década anterior

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Até 31 de agosto, os fogos devastaram 213.986 hectares de matos e floresta, o que coloca 2017 como o terceiro pior ano de incêndios desde 2003 (425 mil hectares), segundo o último relatório provisório do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Apesar do número de ocorrências (12.377 ) equivaler à média da última década para o mesmo período, a área ardida é 234% superior. Dos mais de 12 mil incêndios registados, cerca de 123 foram responsáveis por 90% da área ardida até agora.

O relatório do ICNF, divulgado esta segunda-feira, indica também que este foi o segundo pior ano em termos de "índice de severidade diário", desde 2005 (ano de seca em que arderam cerca de 339 mil hectares). Ou seja, sendo um ano de seca meteorológica e hidrológica, tal refletiu-se na secura da vegetação, o que potenciou incêndios de grandes proporções.

Houve maior número de fogos registados nos distritos do Porto (2.969), Braga (1.333) e Viseu (1.203), mas na maioria dos casos não passaram de fogachos, não ultrapassando um hectare de área ardida.

Castelo Branco foi o distrito com maior área ardida (37.234 ha), seguido de Santarém (35.937 ha)l) e Coimbra (25.593) Os três distritos somam 46% da área ardida este ano em Portugal continental.