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Administrador da Porto Editora ataca governo: “Não tenho memória de uma situação destas”

Administrador da editora recusa, em declarações ao Expresso, discriminação no caso dos livros de exercícios para crianças

“Não tenho memória de, em democracia, ter acontecido uma situação em que uma instituição do Governo recomenda que livros sejam retirados do mercado”.

Foi desta forma que Vasco Teixeira, diretor editorial da Porto Editora, comentou ao Expresso a recomendação da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), “por orientação do ministro-adjunto”, Eduardo Cabrita, para que fossem retirados do mercado dois blocos de exercícios por acentuarem “estereótipos de género”.

Teixeira diz-se “muito preocupado” com a “atitude precipitada da CIG”, considerando que a polémica é desproporcionada e foi criada artificialmente.

“O exemplo do labirinto mais fácil para as meninas é precedido por um que é mais difícil para elas. Ou seja, houve clara intenção de criar um caso e manipular a opinião pública, acusando a Porto Editora de discriminação das meninas, o que é totalmente falso.”

Ao Expresso, o gabinete do ministro-adjunto reiterou que a “decisão de retirar os materiais do mercado é da exclusiva responsabilidade“ da editora.