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Jovem portuguesa desaparecida em Barcelona é segunda vítima mortal

SUSANA VERA/ Reuters

Os pais da jovem de 20 anos já tinham sido chamados a Barcelona para identificar o corpo

O primeiro-ministro confirmou na manhã deste sábado a morte da portuguesa de 20 anos que estava desaparecida desde o atentado em Barcelona, na passada quinta-feira.

Em declarações aos jornalistas em Vila Real, António Costa referiu que recebeu confirmação do secretário de Estado das Comunidades, que se encontra em Barcelona, de que a jovem está entre as vítimas mortais, tal como a avó, de 74 anos. As duas mulheres, de nacionalidade portuguesa, tinham aterrado em Barcelona horas antes dos atentados, na quinta-feira.

Sabe-se que se tinham alojado num hotel e terão saído para passear nas Ramblas, tendo sido apanhadas pela carrinha que atropelou dezenas de pessoas a alta velocidade. A jovem era filha única e tinha chegado a Barcelona na quinta-feira para uma semana de férias.

"Queria mais uma vez apresentar condolências à família e sinalizar que isto demonstra bem como a ameaaça é de facto uma ameaça global, nao só porque pode surgir em todo o sitio como também pode atingir qualquer um. Mesmo não sendo na nossa terra, é também no sítio onde estamos em férias, em turismo, em trabalho", afirmou António Costa.
O chefe do executivo sublinhou que a ameaça terrorista tem de ser levada "muito a serio": "Hoje foi em Barcelona, amanhã pode ser noutro sítio, esperamos que nunca seja em Portugal, mas é um risco que todos temos, obviamente, de assumir que existe".

Os pais da jovem portuguesa dada como desaparecida em Barcelona, na quinta-feira, já tinham sido chamados pelas autoridades espanholas para verificarem a identidade de uma das vítimas no Instituto Forense.

"As autoridades espanholas acabam de chamar os pais da jovem, que até agora não se tinha encontrado, para o Instituto Forense, no sentido de verificarem, se no conjunto das vítimas mortais, se encontra essa jovem", afirmara à Lusa o secretário de Estado das Comunidades José Luís Carneiro.
O governante disse que as autoridades espanholas solicitaram a Portugal "o envio das respetivas impressões digitais, depois das diligências feitas, esta tarde, junto dos hospitais, onde não foi possível encontrar a jovem entre os feridos".

Segundo o secretário de Estado, tudo levava a crer que a jovem estivesse entre as vítimas mortais.

O Governo português pediu, já este sábado, ajuda às autoridades catalãs para agilizar o processo que permita a transladação dos corpos das duas vítimas mortais portuguesas do atentado de quinta-feira, disse o secretário de Estado das Comunidades.
José Luís Carneiro falava hoje aos jornalistas na sede do governo da Catalunha, em Barcelona, após uma reunião com o conselheiro das relações exteriores do executivo catalão, Raul Romeva, durante o qual fez o pedido de ajuda.
O governante português confirmou também que "até agora, nas vítimas que estão feridas nos hospitais, (...) não há registo de qualquer português.

  • Cinco portugueses mortos em atentados desde junho de 2015

    Uma portuguesa de 74 anos foi morta no atentado nas Ramblas, em Barcelona. Estava de férias, como de férias estava Maria da Glória quando foi metralhada numa praia da Tunísia, em 2015. Manuel foi morto à porta do Estádio de France, António num restaurante em Ouagadougou, Precília num concerto em Paris. Em 26 meses o terrorismo matou cinco civis portugueses que tiveram o azar de estar no sítio errado à hora errada