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Três autoestradas cortadas devido aos incêndios

PAULO NOVAIS/ Lusa

Em Abrantes, os habitantes das aldeias de Medroa, Braçal, Amoreira e Pucariça tiveram de ser retiradas e levadas para o Quartel Militar de Abrantes

As autoestradas do Norte (A1), Coimbra-Figueira da Foz (A14) e a da Beira Interior (A23) foram esta quinta-feira cortadas ao trânsito devido aos incêndios.

Na A1, os automóveis não passam nos dois sentidos entre Coimbra Norte e Mealhada. Na A14, o trânsito está impedido entre Coimbra Norte e o nó de Arazede, de acesso à estrada nacional 335. Por último, na A23, não está permitida a circulação na zona de Abrantes, no distrito de Santarém.

Segundo fonte da GNR, a circulação no lanço da A1 entre o nó de acesso a Coimbra e ao IP (Itinerário Principal) 3 e a Mealhada, foi interrompida pelas 13h15 de , devido ao incêndio florestal que deflagrou, pelas 12h30, na zona de Barcouço, perto do limites dos concelhos de Coimbra e da Mealhada (distrito de Aveiro).

Também em resultado do fogo, a autoestrada que liga Coimbra à Figueira da Foz, está interrompida, nos dois sentidos, entre Coimbra Norte e o nó de Arazede (no concelho de Montemor-o-Velho), desde as 18h15, disse à agência Lusa, pelas 19h20, fonte da GNR na Mealhada.

Esta via já tinha sido cortada, no mesmo lanço, durante cerca de 10 minutos (entre as 17h53 e as 18h04), mas foi reaberta porque as condições de circulação, afetadas sobretudo pelo fumo, melhoraram, mas voltaram a agravar-se, acrescentou a mesma fonte.

De acordo com a página da Proteção Civil na internet, o incêndio florestal que deflagrou perto de Barcouço, no concelho da Mealhada, e que, entretanto, alastrou ao município de Montemor-o-Velho (distrito de Coimbra), estava, pelas 19h35, a ser combatido por 292 operacionais, apoiados por 87 viaturas e cinco meios aéreos.

Também a Autoestrada da Beira Interior (A23) foi cortada esta quinta-feira em ambos os sentidos na zona de Abrantes, no distrito de Santarém, devido ao incêndio que lavra desde quarta-feira naquele local, disse hoje o comandante da GNR de Abrantes.

Segundo o capitão Flambó, a A23 foi cortada pelas 19h40 por questões de segurança, na sequência do incêndio que deflagrou quarta-feira pelas 18h14 e está hoje a ser combatido por 660 operacionais, apoiados por 207 veículos e 10 meios aéreos.

Quatro aldeias - Medroa, Braçal, Amoreira e Pucariça - tiveram de ser evacuadas, tendo os habitantes sido encaminhados para o Regimento de Apoio Militar de Emergência" (RAME), no Quartel Militar de Abrantes.

As chamas consumiram, entretanto, uma casa de primeira habitação na Aldeia do Mato, tendo ficado desalojadas cinco pessoas, que se encontravam na praia fluvial local.