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Mais “premium” que nunca

O novo Volkswagen Arteon

A ideia já vem de trás. Com o Volkswagen Passat CC a marca alemã já fazia uma abordagem ao mercado 'premium'. Agora com o Arteon a ambição é ainda maior. Uma berlina 'coupé', com uma aposta nos acabamentos e nos sistemas de assistência ao condutor. O jornalista Rui Pedro Reis foi conhecer o novo Volkswagen Arteon

Texto Rui Pedro Reis/SIC

A Volkswagen gosta de piscar o olho a uma clientela exigente mas que não tem como prioridade ter um automóvel com o emblema de uma das marcas 'premium' tradicionais. Por isso, o Arteon assume-se como capaz de retirar mercado ao Audi A5 ou ao BMW serie 4. A nova aposta da Volkswagen vem assim desempenhar o papel que já tinha sido do Volkswagen CC, mas de forma ainda mais vincada. A plataforma é a MQB, mas o Arteon distingue-se pelo design e em especial pela extensa lista de equipamento, com a principal aposta no domínio das tecnologias de apoio à condução. Mas é o design que cria o primeiro impacto e que faz deste Arteon um 'vira-cabeças' e, seguramente, um dos automóveis mais chamativos deste ano. Na secção frontal, destaque para os faróis que aparentam ser uma extensão da grelha dianteira. A elegância do Arteon continua nas laterais, com linhas simples mas bem vincadas a 'prolongar' a fluidez que termina numa secção traseira onde as linhas horizontais contribuem para uma sensação de estabilidade e dinamismo. A aposta tecnológica começa logo nas óticas, com LED integral de série. Por dentro, é evidente o cuidado nos materiais e acabamentos, mas o que sobressai é o espaço a bordo, em especial para os passageiros da segunda fila de bancos. Contribui para isso que a plataforma tenha mais 5cm de distância entre eixos do que no Passat. Isso permitiu também ter uma bagageira 563 litros. Tirando-lhe as medidas e face ao Passat, o Arteon é 9cm mais comprido, 4cm mais largo e 3cm mais baixo. Ao ser um 5 portas, o portão traseiro confere-lhe um ar mais desportivo, a que o Arteon corresponde a quem segue ao volante com prazer de condução.

Ainda o diesel

Se em segmentos como o A e o B o mercado aposta em motores a gasolina, nas faixas de preço mais altas a aposta ainda é maioritariamente em motores diesel. O Arteon está disponível com um motor 2.0 TSI de 280 cv (com o nível de equipamento R-Line) e que constitui a única oferta a gasolina. Já nos blocos a gasóleo, há três variantes do motor 2.0 TDI: de 150, 190 e 240 cv. O bloco 2.0 TDI de 190 cv só chega em outubro com caixa DSG e sistema de tração integral 4Motion opcionais.

Montra tecnológica

A Volkswagen diz que o Arteon concentra toda a oferta de tecnologia do grupo. Isso vai desde os sistemas de conectividade aos dispositivos de segurança ativa e passiva. A lista é demasiado extensa para caber neste texto. A suspensão adaptativa DCC, com vários ajustes possíveis, é um dos opcionais. Mas há outros equipamentos como o sistema de 'Cruise Control' adaptativo e ativo, que reúne a informação dos sinais de trânsito e do GPS. Também o sistema de iluminação predicativo utiliza os dados de navegação para antecipar uma curva ou as condições da estrada. O sistema 'Emergency Assist' também surge numa versão melhorada. Agora, em caso de ausência de resposta por parte do condutor (por exemplo, devido a uma indisposição ou adormecimento), trava o veículo e encosta à berma antes de o imobilizar por completo. A gama do Arteon tem apenas dois

O sistema 'Emergency Assist' também surge numa versão melhorada. Agora, em caso de ausência de resposta por parte do condutor (por exemplo, devido a uma indisposição ou adormecimento), trava o veículo e encosta à berma antes de o imobilizar por completo. A gama do Arteon tem apenas dois níveis de equipamento: Elegance e R-Line, o primeiro mais clássico e o segundo mais desportivo. O Volkswagen Arteon chegou ao mercado nacional no final de junho. Lá mais para o final do ano já vai dar para perceber se conseguiu intrometer-se no mercado das marcas de luxo.