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Funeral de Amorim. Ministro da Economia representou o governo

O funeral de Américo Amorim realizou-se este sábado no mosteiro de Grijó.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral foi o representante do governo no funeral de Américo Amorim que este sábado de manhã se realizou na igreja do Mosteiro de Grijó, em Gaia. Centenas de pessoas assistiram às cerimónias fúnebres.

Américo Amorim, que faleceu quinta-feira em casa, no Porto, ficou enterrado num jazigo de família, em Mozelos, Santa Maria da Feira.

Luis Marques Medes, uma das personalidades que participaram no funeral, elogiou o "caráter visionário" de um empresário a "quem o poder nunca subiu à cabeça". A sua humildade "é um exemplo e uma escola de vida", disse Marques Mendes.

Mira Amaral, ex-ministro e ex-presidente do BIC, recordou o "empresário exigente que estava sempre a par de tudo", o "negociador duro" e o "homem simples".

Na véspera, Cavaco Silva fora uma das personalidades que passaram pelo mosteiro de Grijó para uma última homenagem ao empresário. O ex-Presidente da República reconheceu que Américo Amorim ficará na história da economia portuguesa e acentuou o caráter exportador dos seus projetos, levando "o nome de Portugal a todo o mundo, através das rolhas e indústria corticeira".

Na sexta-feira, as empresas do universo Amorim (3600 trabalhadores em todo o mundo) fizeram uma paragem simbólica às 15 horas para um minuto de silêncio.

A Corticeira Amorim, presidida por António Rios Amorim, manifestou-se num comunicado divulgado na sexta-feira "orgulhosa pelo legado que recebeu" de Américo Amorim.

Américo Amorim tinha com o mosteiro de Grijó, adquirido em 1989,uma relação "emocional muito forte". Conta-se que no dia do casamento, o casal Américo e Maria Fernanda terão passado junto da quinta do mosteiro e ele terá comentado para a esposa "Um dia, este mosteiro ainda vai ser nosso". Trinta anos depois, em 1989, cumpria a promessa.