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Presidente da Apifarma preferia EMA em Lisboa e Rui Moreira nem sabe “se ele vende aspirinas”

Lucília Monteiro

Rui Moreira não sabe quem é que o presidente da Apifarma representa, para quem Lisboa era a melhor escolha para receber a Agência Europeia do Medicamento (EMA). “Não sei se ele vende aspirinas. Não faço ideia de quem seja”, atira o presidente da Câmara do Porto

André Manuel Correia

Ainda não se sabe se vem para Portugal ou não, mas as opiniões dividem-se e o discurso sobe de tom depois de o Governo ter anunciado, esta quinta-feira, que o Porto será a cidade candidata a receber a Agência Europeia do Medicamento (AEM). Na sequência das declarações do presidente da Apifarma (Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica), João Almeida Lopes, que considera que Lisboa sairia “largamente vencedora” na corrida para servir de sede à Agência Europeia do Medicamento, Rui Moreira desvaloriza a posição do dirigente que, assegura, nem saber de quem se trata e não lhe reconhece, por isso, autoridade.

“Não sei quem é o presidente da Apifarma”, começou por dizer o presidente da Câmara Municipal do Porto, desvalorizando os comentários do dirigente da associação da indústria farmacêutica.

Confrontado com as palavras de João Almeida Lopes à margem da apresentação do projeto de construção para um novo polo do Museu da Cidade, Rui Moreira foi ainda mais incisivo na reação. “Não sei quem é que ele representa. Não sei se ele vende aspirinas. Não faço ideia de quem seja”, atirou o autarca.

A Apifarma, sediada em Lisboa, manifestou desde o início a sua preferência pela candidatura da capital para receber a Agência Europeia do Medicamento, instituição forçada a abandonar Londres na sequência do “Brexit”. De acordo com o responsável da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, os quase 900 funcionários da EMA preferiam mudar-se para Lisboa.

“Foi feito um inquérito interno e Lisboa saiu largamente vencedora comparativamente com Milão, Copenhaga, Lille e outras cidades concorrentes”, afirmou o presidente da Apifarma ao Expresso

João Almeida Lopes diz ter tido acesso aos resultados do referido inquérito interno feito na semana passada – que, no entanto, não foi tornado público – aos elementos da Agência Europeia do Medicamento (EMA) e a capital portuguesa terá, alegadamente, reunido a preferência para mudar a sede em 2019.

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  • Funcionários da Agência Europeia do Medicamento escolheram mudar-se para Lisboa

    Presidente da Apifarma teve acesso a resultados de inquérito interno feito na semana passada aos elementos da Agência Europeia do Medicamento (EMA) e a capital portuguesa venceu nas preferências para mudar a sede em 2019. Técnicos portugueses dizem que a decisão política desta quinta-feira de concorrer com o Porto pode ter ditado a derrota