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Médias sobem na maioria dos exames do secundário

Luís Barra

Física e Química volta a ser a disciplina mais complicada, com a média a cair para 9,9 valores. Português e Matemática sobem. Resultados da 1ª fase foram divulgados esta quinta-feira

A média nos exames nacionais do secundário subiu na maioria das disciplinas e entre as que têm mais alunos inscritos, apenas a Física e Química os resultados pioraram. A descida já tinha sido prevista por vários professores que tinham considerado a prova “ardilosa”. Se em 2016 a média tinha atingido uns inéditos 11,1 valores, este ano caiu para 9,9, com 14% dos alunos a reprovar à disciplina. Já a Português (11,1 valores), a prova onde este ano se registou uma também inédita fuga de informação, a Matemática A (11,5 valores) e a Biologia e Geologia (10,3 valores) as classificações nos testes nacionais subiram, ainda que com variações dentro de um intervalo que se considera normal. Isto olhando para o desempenho apenas dos alunos internos, que são os que frequentam a disciplina o ano inteiro.

Na nota que acompanha a divulgação destes resultados, hoje afixados nas escolas, o Júri Nacional de Exames destaca o facto de a “média das classificações dos vários exames relativas aos alunos internos serem todas superiores a 95 pontos (numa escala até 200)”. A maior subida da classificação média aconteceu a Economia A (mais 11 pontos). Já as maiores quedas registaram-se a Física e Química A (12 pontos) e a Matemática Aplicada às Ciências Sociais (13 pontos), realizada pelos alunos de Línguas e Humanidades.

No caso do exame de Português, a prova com mais alunos inscritos e este ano realizada por um total de 76.643 alunos, a média subiu de 10,8 valores para 11,1 valores. As investigações sobre a fuga de informação ocorrida este ano – dias antes da prova circulou através de mensagens parte do conteúdo da prova, incluindo o tema da composição final – estão a ser conduzidas pela Inspeção-Geral da Educação e pelo Ministério Público e prosseguem.

O ministro já havia anunciado que não iria anular o exame, mas declarou também que os alunos que de “forma comprovada” tiverem sido beneficiados irão sofrer as “consequências inscritas nos regulamentos”, que incluem a anulação da nota. Em relação a esta questão, a informação hoje divulgada através do Ministério da Educação nada adianta.

No seu comentários aos resultados dos exames nacionais, o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), repsonsável pela conceção das provas, diz que "as variações interanuais dos resultados, na generalidade das disciplinas, são de amplitude irrelevante". E que mesmo as maiores diferenças, face à fase homóloga em 2016, "não fogem ao quadro de variabilidade normal".

Ou seja, conclui o IAVE, as variações observadas "não traduzem, por isso, uma alteração do quadro de exigência em matéria de dificuldade dos itens ou da sua complexidade face a anos anteriores". Por outro lado, acrescenta, a "conceção das provas procura manter estável a sua estrutura e nível de dificuldade aparente, pelo que possíveis inferências sobre a evolução da qualidade das aprendizagens também não podem ser feitas a partir de resultados como os que agora se observam."

Notícia atualizada às 12h26