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Sargentos em vigília em frente à residência do primeiro-ministro

O protesto assinala os 60 dias passados da data em que um projeto de lei do PCP com alterações ao do Estatuto dos Militares das Forças Armadas baixou à Comissão de Defesa do parlamento sem votação

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) promove esta quarta-feira uma vigília em frente à residência oficial do primeiro-ministro que pretende alertar para a necessidade de revisão do Estatuto dos Militares e quanto a preocupações sobre a assistência na doença.

“Queremos entregar um documento no gabinete do primeiro-ministro a elencar as nossas principais preocupações porque, passados 19 meses da tomada de posse deste Governo, continua tudo na mesma”, sustentou o presidente da ANS, sargento Mário Ramos, em declarações à agência Lusa.

Mário Ramos indicou que o protesto foi marcado para assinalar os 60 dias passados da data em que um projeto de lei do PCP com alterações ao do Estatuto dos Militares das Forças Armadas baixou à Comissão de Defesa do parlamento sem votação.

A alteração daquele estatuto é uma das revindicações da ANS, que considera que os problemas se arrastam sem solução, em áreas como a assistência na doença, o reconhecimento da formação dos sargentos ou o ingresso na carreira, que reclamam se faça para o posto de 2º sargento e não de furriel.

A ANS considera que o atual estatuto em vigor, alterado em 2015, “provocou um inqualificável retrocesso de 20 anos, ao baixar o posto de ingresso de 2º sargento para furriel”.

“Os chefes militares concordam connosco, dizem que foi um erro”, declarou.

Por outro lado, a ANS reclama que que, sendo o acesso à escola de sargentos feito com o 12º ano e durando a formação entre dois a quatro anos, que haja uma equivalência à licenciatura.

A associação opõe-se ainda ao regulamento de avaliação do mérito que, ao basear-se

obretudo nos louvores e condecorações atribuídos em detrimento da parte formativa, “vai fazer com que possa ser afetada a coesão e o espírito de corpo”.

“Há problemas no recrutamento para as Forças Armadas há anos. Se não tornarmos a carreira atrativa vão continuar”, argumentou.