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Criança sequestrada pela mãe e avó foi entregue ao pai

Médica de Braga que sequestrou o filho para impedir o contacto com o pai em junho de 2016 está a ser ouvida no Tribunal de Guimarães, após ter sido detida, este domingo, pela PJ, no aeroporto de Lisboa, vinda do Catar. Avó do menor de três anos foi detida quinta-feira, no aeroporto do Porto, no regresso do Brasil

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O menor de três anos e meio desaparecido com a mãe do país há mais de um ano foi, no domingo, à tarde, entregue aos cuidados do pai, após a mãe, médica ter sido detida, este domingo, no aeroporto de Lisboa, quando regressava do Catar. A detenção por por presumível crime de sequestro foi efetuada por uma equipa da Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, em cumprimento de mandato emitido pelo Ministério Público – DIAP de Guimarães, numa operação montada em colaboração internacional.

A médica anestesista no Hospital de Braga, de 37 anos, já sabia da detenção da mãe e avó da criança, quinta-feira, no aeroporto Francisco Sá Carneiro, oriunda do Brasil, e que fora libertada sexta feira após ter sido sujeita a primeiro interrogatório no Tribunal de Guimarães. Segundo Gil Carvalho, diretor da Polícia Judiciária de Braga, na origem do desaparecimento da criança está o divorcio litigioso dos progenitores, tenda a mãe, com a cumplicidade da da avó materna e possível “apoio de familiares diretos”, ajudado a filha a fugir com o neto em junho do ano passado.

“A mãe e o filho andaram a vaguear por vários países, entre os quais o Brasil, Índia, Dubai e Catar, para impedir o pai de estar com o filho”, refere o líder da equipa da PJ de Braga, que refere que a criança entregue ontem ao pai, em Braga, “se encontrava bem tratada”. Ao longo de todo o tempo em que esteve longe do país, em desobediência a decisão do Tribunal de Família de Braga, onde o ex-marido apresentou queixa do sequestro do filho, Helena teve apoio financeiro da mãe, psiquiatra em Braga e residente em Valongo.

Sexta-feira, acabou por ficar em liberdade provisória, com apresentações semanais e proibida de se ausentar de Portugal. A filha deverá ficar a conhecer as medidas de coação, esta segunda-feira, depois do interrogatório judicial. Gil Carvalho adianta que a suposta autora do sequestro não colaborou com as autoridades, nem mesmo depois de saber que a mãe tinha sido detida, tendo por mais de uma vez falhado voos para despistar as forças policiais.