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Criadores d'“Os Truques da Imprensa Portuguesa” dão a cara

O primeiro texto assinado pelos dois responsáveis foi publicado este domingo no Facebook

João Marecos, advogado de Lisboa, e Pedro Bragança, arquiteto do Porto, são os dois administradores da página de Facebook “Os Truques da Imprensa Portuguesa”, que desde 2015 se propõe a revelar manipulações e erros na imprensa portuguesa.

Pedro Bragança, que para além de gerir esta página é também administrador da página de apoio ao FC Porto Baluarte Dragão, é atualmente aluno de doutoramento na Faculdade de Arquitectura do Porto. Há oito anos, foi candidato independente à assembleia municipal de Gondomar pelo Partido Socialista e mais recentemente juntou-se à campanha de António Sampaio da Nóvoa, nas eleições presidenciais de 2016.

A campanha do antigo reitor da Universidade de Lisboa é o elemento comum entre os dois responsáveis pela página. João Marecos, antigo presidente da Associação Académica da Universidade de Lisboa e advogado até há pouco da Linklaters, foi coordenador da juventude na campanha de Sampaio da Nóvoa e convidou Pedro a juntar-se ao grupo.

A página conta atualmente com 150 mil seguidores. Na noite deste domingo, e depois de horas de especulação no Twitter, Bragança e Marecos acabaram mesmo por fazer uma publicação no Facebook em que assumiam as suas identidades.

“Foi sempre fácil dizer que a página era deste ou daquele deputado, estava ao serviço deste ou daquele grupo político, deixando no ar essa mentira”, argumentavam na publicação, depois de meses de especulação em que nomes de deputados como Tiago Barbosa Ribeiro, do PS, ou Miguel Tiago, do PCP, chegaram a ser referidos como possíveis autores da página. O comentador e ex-deputado José Pacheco Pereira era uma das pessoas que criticava o anonimato dos autores dos "Truques", por poder esconder tendências e interesses políticos.

Negando quaisquer ligações de relevo à política, João Marecos e Pedro Bragança deixaram uma mensagem aos milhares de seguidores que os acompanham: “Quem não gostar da página a partir de agora, que saia: se saírem todos, nós apagamos a luz e fechamos a porta”. Na secção de comentários, a tendência parece ser nesta segunda-feira sobretudo de apoio, com um dos comentários mais populares a garantir: “Estou aqui pelos conteúdos e não pelas identidades dos autores. E acho que falo por grande parte dos 150 mil”.