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Belém enche-se de Saúde

josé carlos carvalho

Os Jardins de Belém recebem este fim de semana um evento dedicado à promoção de hábitos saudáveis. A "Festa da Saúde" reúne especialistas de múltiplas áreas que vão assegurar aconselhamento e rastreios gratuitos aos visitantes

Este sábado e domingo há festa em Belém. Os jardins desta zona da cidade de Lisboa recebem dezenas de profissionais dedicados à promoção de estilos de vida saudáveis. Com entrada gratuita, a iniciativa inclui palestras, aulas práticas, concertos, aconselhamento, contactos com associações de doentes, práticas desportivas, biblioteca, rastreios, entre outras iniciativas.


Organizado pela Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, com o apoio da Câmara de Lisboa, o evento é o primeiro do género e tem como objetivo sensibilizar a população para comportamentos que minimizem a doença. Sabe-se hoje que os portugueses depois dos 65 anos apenas têm cerca de seis anos de vida saudável pela frente, um terço da estimativa que têm os idosos na Suécia. Portugal é, assim, o terceiro país europeu com o menor número de anos de vida saudável após os 65 anos.


Os estudos publicados mostram que muitas das doenças que ditam uma velhice sem qualidade para a grande maioria dos portugueses são preveníveis. Em causa estão problemas cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, diabetes ou cancro, doennças que a Organização Mundial da Saúde afirma ser possível evitar pela correção dos hábitos alimentares, pelo exercício físico e pelo abandono do tabaco.


"Os internistas aconselham os seus doentes na modificação de comportamentos de risco, nos nossos serviços, nas consultas, nas publicações e em intervenções, mas pensamos que é nossa obrigação ética intensificarmos ainda mais a nossa contribuição pública para uma maior consciencialização dos cidadãos para a importância da promoção da saúde e da prevenção das doenças crónicas evitáveis", referem os organizadores no documento de apresentação da iniciativa. Além disso, a "Festa da Saúde" visa ainda "ajudar os doentes a viverem a sua doença com a melhor qualidade de vida possível e terem um papel mais importante na gestão da sua saúde", acrescentam.