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As câmaras já não são o que eram… são melhores

Os smartphones têm vindo a substituir as câmaras, sobretudo as mais compactas, mas há uma nova geração de aparelhos que captam memórias extremamente apelativas

getty

Os números provam que as câmaras digitais estão a caminhar para a extinção. Segundo dados da CIPA (Camera & Imaging Products Association), em 2010 venderam-se mais de 120 milhões de câmaras digitais em todo o mundo, valor que baixou para menos de 25 milhões em 2016. Mas estes números não consideram os novos segmentos que têm surgido, como câmaras de ação, drones e, é claro, as câmaras incluídas nos smartphones. Na verdade, nunca se fotografou tanto e se partilharam tantas imagens. Só ao Instagram chegam diariamente 100 milhões de fotos por dia!

O que significa que é cada vez mais difícil gerar imagens ímpares entre a multidão de fotos e vídeos que acabam por cair no esquecimento. Para ajudá-lo a criar imagens que se destacam e que perduram, escolhemos um conjunto de câmaras que fazem melhor e, sobretudo, diferente.

1 Vamos a mergulhos

A Olympus Tough TG-5 (€480 a €500) não é apenas uma câmara resistente a choques e à prova de água. A tecnologia utilizada e a qualidade da lente permitem captar imagens límpidas em modo subaquático, com cores vivas e cheias de pormenores. Fotos e vídeos, que podem ser gravados em Ultra Alta Definição, a melhor qualidade existente no mercado. O sofisticado estabilizador é importante porque ajuda a obter boas imagens quando há pouca luz, o que é muito habitual em mergulho. Os mais aventureiros vão valorizar o registo das coordenadas GPS, da bússola, do termómetro e do manómetro para medir a pressão. Informações que ficam anexadas às imagens e enviadas para o smartphone via wi-fi. Esta ligação também permite ao fotógrafo usar o smartphone para controlar a câmara à distância, o que é muito útil para fotos de natureza. Neste campo, há outra característica que permite gerar imagens impressionantes: um modo macro com ampliação de sete vezes que permite ampliar com grande detalhe pormenores como a textura de uma folha caída no chão. O resultado são fotos que parecem ter saído de um microscópio!

2 Não há como o papel

Se é fã do Instagram e das velhas fotos tipo Polaroid, vai gostar da Fujifilm Instax Square SQ10 (€289). Nas Instax analógicas fotografámos e a foto sai da máquina. Nesta versão digital podemos optar pelo modo “manual” e só imprimirmos o que quisermos porque há um ecrã LCD para enquadrar a visualizar a foto. A “impressão” continua a ser do tipo Polaroid, o que significa que a imagem aparece no papel após alguns minutos e com aquele efeito granulado típico destas fotos. Além do formato quadrado das imagens, há outros exemplos de inspiração no Instagram. Podemos escolher um de dez filtros, incluindo monocromático e sépia e aplicar o efeito vignette (ter os cantos mais claros ou mais escuros para realçar o motivo principal). Ainda é possível ajustar a exposição para criar propositadamente imagens subexpostas ou sobre-expostas. Tudo isto é controlado facilmente.

3 Melhorar a câmara do iPhone

O iPhone 7 inclui uma câmara de grande qualidade, capaz até de rivalizar com algumas câmaras dedicadas, mas a lente é, como em todos os smartphones, pouco polivalente. Limitação que pode ser removida, pelo menos em parte, com a Ztylus. Além de proteger melhor o smartphone, esta capa tem lentes que podem ser colocadas em frente à câmara do telemóvel da Apple através de um engenhoso mecanismo de revólver. Há três lentes: grande angular, olho de peixe (muito bom para fotografar espaços amplos) e macro (ampliação de detalhes). É fornecido ainda um filtro polarizador, que é muito útil para fotografar na praia e em dias de sol intenso.

4 Câmara com assinatura

A câmara, ou melhor, as duas câmaras (uma monocromática de 20 megapíxeis e uma a cores de 12 megapíxeis) que estão na traseira do Huwaei P10 Plus (cerca de €800) ostentam a marca Leica e apresentam características que até conseguem rivalizar com algumas câmaras profissionais. Foca depressa e bem, “dispara” rapidamente e produz imagens de alta resolução. Fica um pouco atrás do iPhone 7 Plus e do Samsung Galaxy S8 quando a fotografar com pouca luz, mas compensa nas outras situações graças aos efeitos especiais que permitem transformar até as fotos mais comuns em imagens que “ficam na retina”. Como tem muita memória interna (128 GB) não há falta de espaço para criar álbuns digitais gigantescos.

5 Selfies aéreas

Por maior que seja o selfie stick, há muitas situações em que simplesmente não conseguimos incluir todo o grupo na mesma imagem. E quando fotografamos ou filmamos a partir de uma posição elevada, as imagens são quase sempre surpreendentes. Imagens que podem ser facilmente captadas pelo DJI Spark (€599), o drone que melhor conjuga portabilidade, facilidade de uso, segurança e qualidade de imagem. Apesar de muito compacto, é capaz de produzir imagens muito estáveis. O controlo remoto é feito através do smartphone, o que limita ao alcance a algumas dezenas de metros, mas há um comando opcional para quem pretende voar mais alto e mais longe. Mas o mais interessante deste drone é a capacidade de reconhecer alguns comandos por gestos, o que permite, por exemplo, aterrar na mão do operador, movimentar o aparelho e fazer selfies recorrendo apenas a movimentos de mãos e braços. Tem tecnologia de deteção de obstáculos para evitar choques e vem programado para não voar em locais proibidos nem ultrapassar os limites legais. Tem ainda modos de voo automáticos que permitem criar vídeos de aspeto profissional, como imagens de 3600 em redor de um grupo de amigos ou um vídeo de perseguição de um ciclista.