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Expresso

Sociedade

Trabalhadores da PT marcam greve geral contra a “ganância desmedida” da Altice

Há cerca de 3500 trabalhadores em casa a receber entre 80 e 100% do salário

Jose Carlos Carvalho

Os trabalhadores da PT Portugal convocaram uma greve 21 de julho porque “é preciso evitar a destruição daquela que foi uma das maiores empresas do país”

A greve, com data marcada para dia 21 de julho, surge como resposta ao que os sindicatos dos trabalhadores consideram ser “o maior ataque já visto aos seus direitos e respetivos postos de trabalho”, avança o comunicado intitulado “o alarme disparou, é preciso evitar a catástrofe”.

A Comissão de Trabalhadores e os sindicatos decidiram na reunião desta quarta-feira que vão concentrar-se no próximo dia 21 em frente ao Ministério de Trabalho e aos edifícios da PT em Lisboa (Picoas), Porto (Tenente Valadim), Coimbra (Calhabé), Funchal, entre outros. Para a concentração, os organizadores decidiram “convidar as duas Centrais Sindicais (CGTP-IN e UGT) a participar e intervir sindicalmente na mesma”.

Na reunião, os órgãos representativos dos trabalhadores concordaram em “avançar com Providências Cautelares nas diversas comarcas do Tribunal onde tal se justificar face à decisão dos trabalhadores”. “Igualmente se decidiu que os trabalhadores devem manifestar a sua oposição à Transmissão de Estabelecimento, o que deve ser feito individualmente, para cujo efeito os advogados dos Sindicatos prepararão a respetiva minuta”, continuam.

No plano político, “com base numa exposição muito detalhada do tipo de gestão que tem sido praticada na PT Portugal desde que a Altice cá chegou, das suas consequências atuais e no futuro”, os sindicatos decidiram pedir a intervenção do Presidente da República, do presidente da Assembleia da República, do primeiro-ministro, do ministro da Solidariedade e Segurança Social, grupos parlamentares que dão suporte político ao Governo, reunir com o PS e pedir a intervenção da Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho.

No plano de luta sindical, estão incluídas concentrações de trabalhadores em diversos pontos do país, a começar esta sexta-feira, dia 7 de julho, com uma “concentração de activistas em frente à porta do ministro do Trabalho, no seguimento das propostas apresentadas pelos Sindicatos.