Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Quinze horas à procura de Iuri: como o bebé de ano e meio desapareceu e reapareceu

Criança desapareceu pelas 20h de terça-feira em Serzedelo, Póvoa de Lanhoso. Ainda não se sabe exatamente o que aconteceu

ALEXANDRE RIBEIRO/LUSA

Se as horas se contassem em angústia e não em minutos, Iuri esteve desaparecido uma eternidade e não as 15 horas oficiais confirmadas pela polícia de Braga. Os pais, em pranto - como relataram alguns jornais - não sabiam explicar como se lhes escapou da vista, e de casa, o filho mais novo, na noite desta terça-feira, pouco depois das 20h, e a aflição foi crescendo com o passar do tempo. Na verdade, o caso continuará a ser investigado até que se perceba exatamente o que aconteceu até uma vizinha o ter encontrado esta manhã, são e salvo.

Do que foi dito, toda a família estava na sua casa, em Serzedelo, Póvoa de Lanhoso, na altura em que se foi dada pela falta do menino de apenas ano e meio. Os portões da habitação estariam abertos, a dar acesso à densa vegetação em redor, mas após a polícia ter recebido o alerta, cerca de duas horas depois, todas as hipóteses ficaram em aberto.

Deram-se início às buscas, o pai foi ouvido pela Judiciária durante a madrugada, envolvendo-se no terreno um grupo alargado de várias dezenas de elementos, dos Bombeiros da Póvoa do Lanhoso, da Polícia Judiciária e da GNR, apoiados por dois cães.

“A nossa esperança é encontrar a criança viva e entregá-la aos pais”, dizia, cerca das 9h30 desta quarta-feira, o comandante dos Bombeiros da Póvoa de Lanhoso, António Veloso.

Mas, sem pistas concretas, o perímetro a rastrear foi alargado para um quilómetro, na esperança de que “a qualquer momento” se pudesse ouvir o choro do menino, fosse pelo medo ou pela fome que deveria sentir.

Numa zona pacata, onde casos do género são habitualmente só notícias dos jornais, a vizinhança assustou-se conjeturando raptos ou coisas piores, estranhando o incidente.

A meio da manhã chegou a melhor das notícias para esta família, sobre a qual se soube entretanto estar sinalizada pela Segurança Social de Braga por alegada negligência em relação aos três filhos menores - existem duas irmãs mais velhas, de 4 e 3 anos.

O menino apareceu no campo, numa zona já inspecionada pela polícia, a cerca de um quilómetro de casa, e foi entregue pela vizinha que o encontrou, aparentemente apenas com “uns arranhões superficiais”. Está com a família, ainda que a situação imponha uma observação clínica mais rigorosa e a casa de família tenha sido selada até que a investigação apresente conclusões.