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Tancos: MP confirma suspeitas de tráfico de armas e terrorismo internacional

PAULO CUNHA

Procuradora-geral considera grave assalto ao paiol de Tancos e diz que o golpe se integra “numa realidade mais vasta”. Processo foi entregue ao DCIAP e vai ser investigado pela unidade antiterrorismo da PJ

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

O gabinete da procuradora-geral, Joana Marques Vidal, confirma que o roubo de armas de Tancos está relacionado com "suspeitas da prática de crimes de associação criminosa, tráfico de armas internacional e terrorismo internacional".

De acordo com a PGR, dada a "natureza e gravidade destes crimes", o Ministério Público decidiu que a investigação relativa aos factos cometidos em Tancos deveria prosseguir no âmbito de um inquérito com objeto mais vasto a ser investigado no DCIAP", o departamento que investiga os crimes mais complexos e transnacionais.

Na edição de ontem do Diário,o Expresso já tinha avançado que as autoridades suspeitavam de que se tinha tratado “de uma encomenda” proveniente do submundo do crime organizado.

No assalto do dia 28 de junho foi roubado material de guerra, incluindo 44 granadas foguete anticarro, 50 quilos de plástico PE4A, 150 granadas de mão ofensivas e 18 granadas de gás lacrimogéneo. Para já, não foram identificados suspeitos do crime, mas várias fontes próximas da investigação ouvidas pelo Expresso não têm dúvidas de que “houve ajuda do interior” da base militar.