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Sociedade

Prejuízos diretos de quase €200 milhões nos fogos de Pedrógão Grande e Góis

Miguel Vidal

Relatório prevê um investimento superior a 300 milhões de euros em medidas de prevenção e relançamento da economia local

Os prejuízos diretos dos incêndios que começaram na região Centro no dia 17 de junho, nomeadamente em Pedrógão Grande e Góis, ascendem a 193 milhões, estimando-se em 303 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Estes são os dados que constam do relatório elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e esta segunda-feira apresentado em Figueiró dos Vinhos às sete Câmaras que foram afetadas pelos incêndios: Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Penela, Sertã, Pampilhosa da Serra e Góis.

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos apenas uma semana depois.
Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 habitações, 169 de primeira habitação, 205 de segunda e 117 já devolutas.

Quase 50 empresas foram também afetadas, assim como os empregos de 372 pessoas.

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Ana Abrunhosa, tinha dito à agência Lusa, a 24 de junho, que o fundo de solidariedade da Comissão Europeia poderia ser acionado caso os prejuízos atingissem perto de 500 milhões de euros, como se agora se verifica.

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    Relatório do Instituto Português do Mar e da Atmosfera conclui que possibilidade de um raio ter atingido a aldeia de Escalos Fundeiros à hora de início do fogo (14h43) é “baixa”, mas “não nula”. Apenas três horas depois se registou a primeira descarga elétrica atmosférica naquela zona

  • Há uma outra pista para o início do incêndio em Pedrógão Grande

    Na última semana surgiu um novo elemento sobre o ponto de ignição. Afinal, o raio causador do incêndio não caiu em cima de uma árvore. Terá atingido primeiro os cabos de média tensão que passam na zona de Escalos Fundeiros e só depois foi conduzido para um castanheiro, onde o fogo começou. O IPMA, por sua vez, diz que não caíram raios naquela zona na altura do início do incêndio