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Estudo revela que mulheres que vencem o cancro terão menos probabilidade de engravidar

Embora mulheres com cancro tenham menos probabilidade de ter filhos, o professor Anderson mostra uma possível abordagem que, já deu origem a um caso bem sucedido

De acordo com um estudo realizado na Universidade de Edimburgo as mulheres que venceram o cancro serão menos propensas a engravidar do que as restantes.

"Este estudo permitiu-nos qualificar os efeitos do cancro e o seu tratamento no sentido mais amplo, nas mulheres e raparigas que têm uma gravidez depois", disse Richard Anderson, professor de ciência clínica reprodutiva, que liderou a investigação.

Foram analisados registos médicos de mais de 23.000 mulheres na Escócia que sobreviveram ao cancro, entre 1981 e 2012. As sobreviventes tinham apenas 6.627 gravidezes, muito menos do que os 11 mil esperados, para um grupo de mulheres na população geral em idades semelhantes.

As terapias anticancerosas destroem em grande número a capacidade reprodutiva, seja quimicamente ou através da radiação.

Embora as taxas de incidência de cancro tenham aumentado seis vezes mais nas mulheres do que nos homens, tem havido melhorias claras nas taxas de gravidez entre sobreviventes de alguns tipos de cancro. Jovens diagnosticadas com linfoma de Hodgkin têm, hoje em dia, de fazer menos radioterapia do que há 30 anos, causando menos danos à sua fertilidade. No entanto, não existem, até ao momento, melhorias semelhantes noutros tipos de cancro, como a leucemia.

Embora Gillian Lockwood diga que a expectativa de vida reprodutiva das mulheres pode não ser tão elevada, Anderson prova que uma possível abordagem é remover o tecido ovariano à paciente e congelá-lo, até que tenha vencido o cancro e, nesse caso, reimplantado.