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“Esqueçam a estrada da morte. Só prejudicam a região”, pede o presidente da câmara

Valdemar Alves (à direita), presidente da Câmara de Pedrógão Grande, ao lado do Presidente da República, da ministra da Administração Interna, durante uma homenagem às vitimas do incêndio

PAULO CUNHA / Lusa

Valdemar Alves apelou ainda este sábado ao fim de “guerrilhas” em torno do SIRESP ou de pedidos de demissões

"Deixem-se de guerrilhas, de demissões, de SIRESP e de antenas". Foi nestes termos que o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, apelou este sábado para que não se alimentem querelas políticas em torno de pedidos de demissões ou do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).

Para o autarca, o que é necessário, acima de tudo, "é restabelecer a paz e o sossego às famílias enlutadas, àquelas que estão à espera de todos para renascer das cinzas". As suas preocupações, sublinhou, não são as preocupações de "todo o Governo".

"Esqueçam, de uma vez por todas, a 'estrada da morte'. Isso não se deve dizer nem escrever, porque prejudicam a região turisticamente e economicamente", pediu ainda o autarca, que falava aos jornalistas aquando da chegada do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, que este sábado visitou o concelho.

Valdemar Alves lançou também um alerta sobre o aparecimento de "muito vigarista" pelo território afetado nos últimos seis dias, que aparecem "em nome de instituições nacionais", tendo tido que "falar com o presidente da Cruz Vermelha".

Questionado pela agência Lusa, o autarca não soube explicar que alegadas burlas é que estavam a ser praticadas e em nome de que instituições.

O presidente da Câmara sublinhou ainda que as pessoas da terra têm mostrado "uma solidariedade importantíssima", ajudando os vizinhos ou os familiares, referindo que há várias equipas no terreno, que estão a identificar as necessidades reais, para saber "quem realmente precisa".

"Há casas em risco de cair", notou, afirmando que têm também sido facultadas lonas para as casas que perderam o telhado, para que, quando vier a chuva, esta não destrua "o resto" da habitação.