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Casas destruidas pelos fogos já são 90

António Cotrim / Lusa

Ministro Pedro Marques tinha falado de 63 habitações, mas os números atualizados falam de 90 casas afetadas e 26 empresas, que representam 273 postos de trabalho

O número de casas fortemente afetadas pelos incêndios em Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos subiu para 90, informou ao final deste sábado o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves.

Ao final da manhã, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, tinha falado em 63 habitações "profundamente afetadas" e 25 unidades empresariais, com base em dados recolhidos até sexta-feira à noite.

Em declarações à agência Lusa, o autarca de Pedrógão Grande referiu que, com a nova atualização das informações recolhidsa nos levantamentos no terreno, o número passou a ser 90 casas e 26 empresas afetadas, sendo que "o número poderá aumentar".

"Agora estamos no terreno e vamos continuar" o levantamento, afirmou o autarca. As 26 empresas representam 273 postos de trabalho.

Segundo Valdemar Alves, esta é uma "altura para se repensar a floresta". "A floresta não deve estar tão sobrecarregada, como estava, de eucaliptos", notou, sublinhando que, para além de eucaliptos e pinheiros bravos, tem também surgido a acácia, uma espécie invasora - "uma nova praga que anda por aí".

Para o presidente da Câmara, com um novo tipo de floresta, onde também deve estar presente o regresso à exploração agrícola, pode surgir "uma nova economia". "O mais difícil - no entanto - é levantar a moral" e não tanto as casas, sublinhou, mostrando-se confiante em relação ao auxílio financeiro aos municípios.