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Proteção Civil diz que fogo de Pedrógão pode estar dominado até ao final da manhã

Marcos Borga

No local encontram-se 1153 operacionais que estão a ser apoiados por 391 veículos, 11 máquinas de arrasto e 11 meios aéreos

A Proteção Civil afirmou que o incêndio que lavra há três dias em Pedrógão Grande deverá estar controlado até ao final da manhã desta terça-feira, apesar das condições metereológicas continuarem adversas.

“Os trabalhos durante a noite correram de acordo com o que foi planeado. Aproveitámos bem a janela de oportunidade para extinguir um dos pontos quentes. Esperamos que até ao final da manhã outro desses pontos seja extinto e termos condições para dar o incêndio como dominado”, declarou o comandante operacional da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto, num balanço feito aos jornalistas pelas 9h.

Apesar das previsões de humidade relativamente baixa, vento entre os 20 e os 30 quilómetros/hora e temperaturas que podem chegar aos 43 graus, a Proteção Civil disse acreditar que poderão estar reunidas as condições para controlar o fogo. “Esperamos extinguir o segundo ponto quente, muito preocupante, mas julgamos ter os meios necessários para até à hora do almoço extinguirmos o incêndio”, reforçou.

No local encontram-se 1153 operacionais que estão a ser apoiados por 391 veículos, 11 máquinas de arrasto e 11 meios aéreos – oito aviões e cinco helicópteros.

Caso o incêndio não seja extinto, o comandante da Proteção Civil admite que mais povoações possam ser ameaçadas pelas chamas, mas realça que o trabalho da GNR tem sido de “excelência” e terá novamente cuidado para “acautelar a evacuação.”

Questionado sobre a resposta das autoridades, Vítor Vaz Pinto defendeu que o combate ao incêndio foi bem gerido desde o início, sublinhando que se trata de um fogo atípico, com “propagação fulminante e explosiva”.

Já o tenente coronel da GNR Carlos Ramos admitiu a hipótese de ser aberto um inquérito interno na Guarda Republicana devido ao facto de não ter sido logo encerrada ao trânsito a estrada nacional 236. O mesmo responsável não descartou também a existência de mais mortos: “Neste momento há várias questões que têm que ser validadas. Temos que estar no tereno e validar muito bem essas situações . Enquanto houver terreno para verificar nada nos anima, antes pelo contrário”, frisou Carlos Ramos.

Por sua vez, a médica do INEM Regina Pimentel adiantou que o número de feridos subiu para 157, sete dos quais continuam em estado grave – quatro bombeiros e três civis, incluindo uma criança. “Na sua maioria são situações que não nos causam grande preocupação, são feridos ligeiros no decorrer de uma doença súbita e feridos que necessitam de estabilização, acompanhamento ou transporte a unidades de saúde diferenciadas.”