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Sociedade

Atendimento demorado e falta de informação lideram queixas na Saúde

Tiago Miranda

Entidade Reguladora da Saúde recebeu 59.224 reclamações durante o ano passado, a maioria (70,2%) dirigidas a prestadores do sector público

Numa comparação direta, no ano passado os portugueses manifestaram mais o seu descontentamento face aos prestadores de cuidados de saúde do que em 2015. Dados da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) revelam um aumento de 24,5% nos processos entregues em 2016, mas os peritos alertam que em 2015 os registos só passaram a estar centralizados em maio, logo não refletem o ano na íntegra.

No total, foram entregues 69.511 processos, 84,8% (59.224) classificados como reclamações/queixas, 13,5% como elogios/louvores e 1,7% como sugestões. A maioria (69,8%) dos reclamantes optou pelo livro de reclamações.

Das quase 60 mil queixas remetidas à ERS, 70,2% são relativas a unidades públicas. Os "tempos de espera", em particular "o tempo de espera para atendimento clínico não programado superior a uma hora", lideraram as reclamações.

Em segundo lugar, os utentes manifestaram-se contra os procedimentos administrativos, no caso "a qualidade da informação institucional disponibilizada", e em terceiro pela reduzida focalização no utente. Ou seja, por questões "relacionadas com a delicadeza/urbanidade do pessoal clínico".

Também foram registados elogios (9438). O atendimento em unidades do Estado foi o mais distinguido e foram os profissionais de saúde que receberam a maioria dos louvores.