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Pedrógão Grande pode ser o incêndio mais mortífero de sempre em Portugal

Há memória de, em 1966, terem morrido 25 militares num incêndio na Serra de Sintra. E, depois disso, em 2003, foram duas dezenas as vítimas mortais. Mas não há memória de um número que se aproxima da meia centena, como o que agora se confirma na região de Leiria, e que tudo aponta que venha aumentar

O fogo que no ontem deflagrou no concelho de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, é um dos que mais vítimas mortais provocou nos últimos anos em Portugal, com 43 mortos já confirmados pelo Governo.

Há mais de 50 anos, em setembro de 1966, na serra de Sintra, morreram 25 militares do Regimento de Artilharia Anti-Aérea Fixa de Queluz (RAAF), quando tentavam combater as chamas.

Em 1985, em Armamar, 14 bombeiros foram apanhados pelas chamas e em 1986, em Águeda, o fogo provocou 16 mortos. Mais recentemente, nos grandes incêndios de 2003, de norte a sul do país, morreram duas dezenas de pessoas.

Três anos depois, em 2006, no distrito da Guarda, cinco bombeiros chilenos morreram ao combaterem o fogo. No ano 2012, centenas de incêndios registados provocaram seis mortos, quatro deles bombeiros.

Em agosto de 2013, quando se registaram mais de 7.000 incêndios, morreram nove pessoas — oito bombeiros e um civil — com 120 mil hectares de floresta ardida.

No ano passado, os incêndios na Madeira provocaram três mortos e destruíram 37 habitações, uma situação que levou o Governo a fazer um pedido de ajuda à União Europeia para o combate ao sinistro.