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O incêndio devorou já 61 vidas em Pedrógão

Marcos Borga

O número de mortos não para de aumentar, mas neste momento não há localidades em risco. Porém, com quatro frentes ativas, entre as quais duas de "grande violência" devido às condições climatéricas de hoje, tudo pode acontecer.

Às 13:30 de domingo estavam confirmadas 61 vítimas mortais do incêndio que deflagrou ontem em Pedrógão, segundo fontes oficiais. Há ainda dezenas de feridos graves. O número de mortos não tem comparação com outros incêndios nas últimas décadas em Portugal. Compara-se com os grandes incêndios da Grécia em 2007. Já morreram mais pessoas neste incêndio na região de Pedrógão Grande do que na tragédia de Entre-os-Rios.

"Temos quatro frentes ativas, sendo que duas são de grande violência", especificou o governante, explicando que a extensa nuvem de fumo na região está a dificultar as operações dos meios aéreos, assim como ss condições meterológicas, "com altas temperaturas e quase sem humidade".

Jorge Gomes sublinhava assim a meio da manhã que os operacionais no terreno — GNR, bombeiros e Força Especial de Bombeiros — estão "determinados a vencer este fogo", um dos mais mortíferos em Portugal nas últimas décadas.

Existe, informou o secretário de Estado, um ponto de referência e de acolhimento na Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão, onde assistentes da Segurança Social "estão a prestar auxílio e esclarecimento" aos cidadãos e aos familiares das vítimas.

Jorge Gomes realçou que há 250 viaturas no terreno e mais de 700 operacionais, não sendo necessários reforços por enquanto. Há estradas que permanecem cortadas "por necessidade de investigação e por segurança, devido à proximidade do incêndio".

Porém, neste momento, mesmo perante a incerteza do cenário, "não temos nenhuma localidade em risco", declarou.

"Uma coisa que não nos preocupa agora é como começou [o incêndio] ou a extensão de área ardida.Preocupa-nos dar paz às pessoas que estão a sofrer com a perda de vidas", concluiu o responsável.

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